Especialista explica sobre padrões emocionais e estratégias para enfrentar as metas no decorrer do ano.

O mês de janeiro é marcado pela tradição de estabelecer metas para o Ano Novo. Mas será que a maneira como definimos essas metas impacta diretamente em nossas reações emocionais ao longo do ano?

Diversos fatores podem contribuir para o não cumprimento das metas, muitas vezes relacionados à objetivos difíceis ou inalcançáveis em nossa rotina, à falta de motivação suficiente ou à superficialidade dos propósitos. O psicólogo especializado em comportamento humano e coordenador do curso de Psicologia do Centro Universitário Católica do Leste de Minas Gerais (Unileste), Dr. Eustáquio José de Souza Júnior, destaca a importância de estabelecer metas desafiadoras, porém realistas, visando equilibrar ambição e autocompreensão.

“A busca por objetivos desafiadores nos impulsiona a alcançar nosso melhor, fomentando o crescimento pessoal e profissional. Contudo, é igualmente vital que essas metas estejam alinhadas às nossas habilidades, recursos e circunstâncias, evitando frustrações desnecessárias. O equilíbrio entre ambição e autocompreensão é fundamental para promover um desenvolvimento saudável e sustentável”, explica.

Neste período é comum surgir padrões emocionais, muitas vezes impulsionados por expectativas sociais e pressões externas. “Cada indivíduo está em um estágio diferente da vida, enfrentando desafios e alcançando sucessos de maneiras singulares. Portanto, a comparação excessiva pode distorcer nossa percepção da realidade, gerando pressões descabidas. Focar nas realizações pessoais, independentemente de sua magnitude, e reconhecer as bênçãos presentes em nossas vidas pode aliviar a pressão emocional, permitindo que o final de mais um ano seja uma oportunidade para celebrar nossas próprias jornadas, aprendizados e crescimento, sem nos perdermos em expectativas irrealistas”, orienta.

Metas não realizadas

Diante do inevitável cenário de possíveis frustrações ao longo do ano, é crucial estar preparado para lidar com o sentimento de falha. O psicólogo sugere estratégias práticas, como a reavaliação constante das metas, a celebração de pequenas conquistas e a flexibilidade para ajustar os planos conforme as circunstâncias.

“É necessário estar preparado para lidar com o sentimento de falha. A reavaliação constante das metas, a celebração das pequenas conquistas e a flexibilidade para ajustar os planos, conforme necessário, são abordagens essenciais. Não alcançar uma meta, não representa fracasso, mas uma valiosa oportunidade de aprendizado e crescimento. Adotando uma abordagem mais flexível e compassiva em relação às metas, podemos transformar as experiências de frustração em impulsos positivos para a evolução pessoal, construindo resiliência e cultivando um ambiente propício ao desenvolvimento contínuo”, ressalta.

O especialista destaca ainda a importância de direcionar o foco para as novas oportunidades e aspirações. “Ao olharmos para frente, abrimos espaço para o crescimento, a renovação e a realização de objetivos ainda não explorados. Essa mudança de perspectiva não apenas nos impulsiona a buscar novos horizontes, mas também nos permite enfrentar os desafios com uma mentalidade renovada e determinada. Concentrar-se nas possibilidades que o futuro nos reserva é fundamental para construir um caminho promissor e inspirador.”, conclui.

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