Essa semana em Brasília promete ser agitada tanto no âmbito político quanto econômico. Um dos eventos de destaque para o governo federal será a posse de Ricardo Lewandowski como o novo ministro da Justiça e Segurança Pública, agendada para quinta-feira, dia 1º de fevereiro.

Para esse mesmo dia, também está agendada a cerimônia de retomada dos trabalhos no Judiciário, assim como do Legislativo. Nessa seara, o Palácio do Planalto vai precisar se movimentar para conseguir chegar a um meio-termo com parlamentares sobre diversas pautas, como o veto de emendas no Orçamento e a MP da Reoneração.

Veja abaixo as principais expectativas dessa semana.

Posse de Ricardo Lewandowski 

Após ser indicado por Lula para suceder Flávio Dino (PSB) no Ministério da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski tomará posse na próxima quinta-feira, dia 1º de fevereiro.

O ex-ministro do STF assumirá o comando da pasta com uma equipe própria no primeiro e segundo escalões, após um período de duas semanas de transição.

Por sua vez, Flávio Dino, que deixa o Executivo Federal, terá uma breve passagem pelo Senado Federal antes de migrar definitivamente para o Judiciário. Ele assumirá oficialmente o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) no dia 22 de fevereiro.

Fim do recesso parlamentar

O veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao valor de R$ 5,6 bilhões de emendas de comissões previstas no Orçamento de 2024 e a Medida Provisória (MP) da reoneração da folha de pagamento fizeram com que o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), voltasse para Brasília no domingo (28).

Inicialmente, ele chegou a convocar uma agenda com líderes partidários para esta segunda-feira (29), mas depois cancelou o compromisso em função, inicialmente, de uma falta de quórum para realizar o encontro. Uma nova data deve ser divulgada, mas as articulações continuam nos bastidores.

Taxa Básica de Juros 

Na agenda econômica, o Comitê de Política Monetária (Copom) realiza sua primeira reunião do ano, iniciando na terça-feira (30) e encerrando na quarta-feira (31), para definir sobre o curso da inflação oficial do país.

Embora o Banco Central (BC) opere de forma independente, o governo Lula já nomeou quatro dos nove diretores no Copom. Diante desse contexto, a expectativa é que o comitê mantenha o padrão de cortes de 0,50 ponto percentual, estabelecido desde agosto de 2023, e reduza a taxa Selic de 11,75% para 11,25%.

Comando da Vale

Na sexta-feira (2), os olhares do mercado e dos investidores estarão voltados para a maior mineradora do país. É o dia em que o Conselho de Administração da Vale se reunirá para deliberar sobre a permanência de Eduardo Bartolomeo no cargo de CEO da companhia.

Nunca a presidência de uma empresa privada chamou tanto atenção como tem ocorrido durante este terceiro mandato do presidente Lula.  A pedido do petista, membros do alto escalão do governo exerceram pressão sobre os principais acionistas nas últimas semanas, buscando a nomeação de um antigo aliado do PT para a presidência da maior mineradora do Brasil.

No entanto, o mercado reagiu negativamente à possibilidade de o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega (2006-2015) assumir o cargo, e procurou se proteger das investidas do Palácio do Planalto. A repercussão desfavorável na mídia e a queda contínua no preço das ações da Vale na bolsa de valores levaram o governo a recuar temporariamente.

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