A Rússia atacou portos ucranianos na região sul de Odesa e na área do rio Danúbio em ataques noturnos com drones, incendiando pelo menos uma instalação de armazenamento de grãos, disseram autoridades da Ucrânia nesta quarta-feira (23).

A Ucrânia utiliza essas infraestruturas portuárias para transportar cereais até o porto romeno de Constanta, desde que Moscou desistiu de um acordo mediado pela ONU que permitia a Kiev enviar grãos por meio do Mar Negro.

“O inimigo atingiu instalações de armazenamento de grãos e um complexo de produção e transbordo na região do Danúbio. Um incêndio eclodiu nos armazéns e foi rapidamente contido. Os bombeiros continuam trabalhando”, disseram militares ucranianos em uma postagem no aplicativo de mensagens Telegram.

Os militares publicaram fotografias mostrando pilhas de grãos sob a estrutura queimada e destruída do armazém.

O governador de Odesa, Oleh Kiper, disse que o ataque à região durou três horas e que a força aérea ucraniana destruiu nove drones russos.

“Infelizmente, ocorreram ataques nos complexos de produção e transbordo onde ocorreu um incêndio… Os danos incluem instalações de armazenamento de grãos”, disse Kiper no Telegram.

As defesas aéreas ucranianas afirmaram ainda que tinham abatido 11 dos 20 drones lançados pela Rússia durante a noite.

Uma fonte da indústria disse à Reuters que os portos ucranianos do Danúbio eram os principais alvos. A Ucrânia opera dois portos principais no Danúbio: Izmail e Reni.

Os portos do Danúbio representavam cerca de um quarto das exportações de grãos ucranianos antes de a Rússia ter se retirado do acordo que garantia passagem segura da exportação de grãos ucranianos através do Mar Negro, em julho.

Desde então, os portos tornaram-se a principal rota de saída, com os grãos também enviados em barcaças para o porto romeno de Constanta, no Mar Negro, para embarque posterior.

Os preços globais de grãos subiram no início deste mês, quando a Rússia atacou Izmail – o principal porto interior da Ucrânia, do outro lado do rio Danúbio, a partir da Romênia, e o porto de Reni.

Fonte: Agência Brasil

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