BRASÍLIA – O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) disse ter errado ao votar contra a derrubada da medida provisória (MP) alternativa ao Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). No momento de registrar o voto pela retirada da MP da pauta, o deputado votou contra. Ele justificou que errou porque cuidava da filha recém-nascida.
“Fiz campanha contra o dia todo a MP 1303 e cuidando da minha filha recém-nascida aqui, me confundi e votei errado”, expôs. “Mas, graças a Deus foi retirado de pauta. Chega de impostos! Vence o Brasil”, completou em publicação com a foto da bebê no colo.
Além de Nikolas Ferreira, outro deputado do PL também votou contra a orientação do partido: Antonio Carlos Rodrigues (PL-SP), que, nem sempre, segue a posição da sigla. O PL orientou voto pela retirada de pauta como estratégia para obrigar a medida provisória a caducar; às 23h59 desta quarta-feira (8/10) ela perde a validade.
A oposição não agiu sozinha. O centrão patrocinou a derrota do governo. União Brasil, PP, PSD e Republicanos orientaram suas bancadas a votar contra a MP do IOF.
O que aconteceu?
Enviada há 120 dias para o Congresso Nacional, a medida provisória (MP) compensava a perda de arrecadação decorrente da derrubada do decreto que aumentou a alíquota do IOF. A Câmara dos Deputados arrastou a votação até o limite. A MP caduca nesta quarta-feira às 23h59. Designado relator, o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) desidratou o conteúdo da MP para tentar facilitar a aprovação.
A comissão mista instalada para tratar da medida provisória aprovou o conteúdo por um placar apertado: 13 votos a 12 nessa terça-feira (7/10). Nesta quarta-feira (8/10), os partidos do centrão fecharam questão contra a MP: PP, União Brasil, PSD e Republicanos. A mobilização sinalizou para o Planalto que a medida provisória seria derrubada, provocando uma grande derrota no plenário. A retirada de pauta foi encarada nos bastidores como “o mal menor”.


