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PT aposta na eleição de 2026 para quebrar tabu de nunca ter eleito um senador em Minas Gerais

Fundado em 1980, partido chegou perto de conseguir uma cadeira por Minas Gerais no Senado Federal em quatro das nove eleições disputadas nos últimos 35 anos

BRASÍLIA — Fundado em 1980 e alçado à presidência em cinco eleições, o Partido dos Trabalhadores é dono de um amargo tabu no segundo maior colégio eleitoral do país: o PT nunca elegeu um senador por Minas Gerais.

Vice-líder do governo Lula na Câmara em seu sexto mandato como deputado federal, Reginaldo não esconde a intenção de migrar para um gabinete no Senado. O petista desejava ter concorrido às últimas duas eleições, mas recuou a pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Em 2018, ele cedeu espaço à candidatura de Dilma Rousseff (PT). Contrariando as pesquisas eleitorais, ela saiu derrotada do pleito que elegeu Rodrigo Pacheco, à época no DEM, e Carlos Viana, pelo PHS.

As costuras partidárias para indicar os candidatos ao Senado estão em estágio inicial, e as definições começarão a sair somente a partir de agosto. As indicações dependem diretamente das alianças que os partidos construirão para as eleições de 2026, que definirão também presidente da República, governadores e deputados estaduais e federais.

O cálculo político do PT para Minas Gerais prevê a composição de uma chapa ampla com partidos posicionados mais ao centro. Uma das vias sugere que o PT indique um nome próprio, que nesse caso poderia ser Reginaldo Lopes, e apoiaria um político do Centrão para a segunda vaga no Senado.

Reginaldo ganhou holofote entre as bancadas do Congresso Nacional com a participação em projetos de relevância nacional. Em 2024, ele relatou a regulamentação da reforma tributária na Câmara dos Deputados, que terá continuidade neste ano.

Nos próximos meses, o deputado ainda deve ser designado relator do Projeto de Lei (PL) que cria um marco regulatório para a Inteligência Artificial (IA) no país. Nos bastidores, a avaliação é que o deputado só se colocará na disputa pelo Senado se for para ganhar.

O cenário político em Minas Gerais e o protagonismo dos mineiros na Câmara dos Deputados e na Esplanada dos Ministérios têm fortalecido algumas figuras, que despontam como as principais opções de seus partidos para o Senado Federal em 2026.

A maioria dos políticos admite o desejo de disputar a eleição, mas, deixa para os partidos a decisão final. Hoje, os nomes cotados para concorrer à eleição para o Senado por Minas Gerais são:

  • Aécio Neves (PSDB), deputado federal;
  • Alexandre Silveira (PSD), ministro de Minas e Energia;
  • Carlos Viana (Podemos), senador;
  • Domingos Sávio (PL), deputado federal e presidente do partido em MG;
  • Eros Biondini (PL), deputado federal;
  • Euclydes Pettersen (Republicanos), deputado federal e presidente do partido em MG;
  • Marcelo Aro (PP), secretário de Governo de Romeu Zema;
  • Paulo Abi-Ackel (PSDB), deputado federal e presidente do partido em MG;
  • Reginaldo Lopes (PT), deputado federal e vice-líder do governo Lula na Câmara.

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