Número de óbitos ainda no primeiro trimestre é reflexo da epidemia vivida no Estado, conforme analisa o médico infectologista Adelino Melo

Minas Gerais registrou 100 mortes por dengue em 2024. O dado consta no Painel de Monitoramento de Casos gerenciado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG). Até a noite desta segunda-feira (18 de março), o Estado já contabilizava 232.789 diagnósticos positivos da doença.

O número de mortes no primeiro trimestre do ano é resultado da epidemia vivida em Minas Gerais, conforme analisa o médico infectologista Adelino Melo. “O dado reflete o que já era esperado: temos o crescimento da epidemia com muitos casos, tanto que já batemos recorde, e isso acaba levando pacientes para internação, alguns deles necessitam do Centro de Terapia Intensiva (CTI), e outros infelizmente morrem”, disse.

Combater o mosquito Aedes aegypti se faz necessário, pois, conforme destaca o especialista, “quanto mais doentes, mais casos e mais mortes”. “É fato que tal cenário já era esperado, infelizmente, e é justamente por conta disso que temos que fazer a nossa parte”.

Fiscalização nos ‘criadouros’
Melo defende a intensificação da fiscalização do poder público em espaços identificados como “criadouro da dengue”. No Conjunto Taquaril, na região Leste de Belo Horizonte, um espaço público foi transformado em um “bota-fora” clandestino. O local reunia madeira, sucata, água parada e muita sujeira. Por isso, foi alvo de uma força-tarefa de limpeza, coordenada pela prefeitura.

“Todo ambiente que não é possível ter o controle adequado de possíveis focos do mosquito será potencialmente criadouro do Aedes e, consequentemente, vai colaborar com a propagação da doença. Seja ‘bota-fora’, ferro velho, ou mesmo domicílios e casas fechadas/abandonadas, se tem água parada será local de infestação do mosquito. Isso é crítico e, por isso, a fiscalização precisa ser ampliada”, defende.

Sobre os números de mortes no Estado, a SES-MG esclareceu que “os óbitos confirmados ainda estão em processo de encerramento, podendo sofrer reclassificação nos próximos dias”.

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