Medicina Nuclear: entenda a técnica que usa radiação para o diagnóstico precoce de doenças

Nem todo mundo já ouviu falar sobre a Medicina Nuclear e seus exames, mas essa especialidade médica existe há mais de 60 anos e é muito importante para o diagnóstico e o tratamento de doenças como o câncer, problemas cardíacos, neurológicos, entre outros. 

A Medicina Nuclear analisa a anatomia dos órgãos e também seu funcionamento em tempo real, permitindo diagnósticos e tratamentos mais precoces e precisos para doenças como cânceres, problemas do coração e problemas neurológicos, entre outras. A especialidade utiliza radiofármacos em quantidades mínimas que, aliados a equipamentos de alta tecnologia, permitem a detecção antecipada destas doenças. Entre os exames mais conhecidos estão a cintilografia e o PET/CT.

“Muitas pessoas temem a Medicina Nuclear, pela associação com a radioatividade, mas esta é uma especialidade que utiliza material radioativo em baixíssimas quantidades para a detecção de alterações das funções do organismo acometidos por alguma enfermidade e para o tratamento”, afirma o médico nuclear e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Nuclear, George Barberio Coura Filho.

A medicina nuclear oferece inúmeras vantagens:

Diagnosticar câncer de próstata mesmo antes das alterações e sintomas

A combinação PET/CT com PSMA, exame altamente específico para detectar precocemente metástase provocada pelo câncer de próstata, permite que a condição seja diagnosticada antes mesmo de provocar alterações anatômicas ou em casos de lesões com níveis baixos de PSA (antígeno prostático específico usado para detecção de câncer de próstata em homens assintomáticos). Estruturas com aspecto normal, mas acometidas pela doença, também podem ser identificadas durante o exame.

Tratamento localizado da doença

As tecnologias disponíveis na especialidade permitem diagnosticar com rapidez e exatidão diversas doenças, o que aumenta as chances de um tratamento localizado – diretamente no foco da doença – diminuindo os efeitos colaterais e possibilitando o aumento das chances de cura. “Essas tecnologias também permitem avaliar a resposta ao tratamento e mudar a conduta, se necessário”, explica o médico nuclear, George Barberio Coura Filho.

próximo artigoVoleibol da Usipa disputa competições neste fim de semana
Artigo seguinteCorinthians vence o Botafogo e segue colado no G4