HMC reforça ações de conscientização no Dia Nacional da Doação de Órgãos

Dia 27 de setembro é o dia Nacional de Doação de Órgãos

Muita gente já deve ter ouvido, mas não custa lembrar: doar um órgão é um gesto de solidariedade com quem precisa dele para viver. E a doação só acontece com o consentimento e a autorização da família do paciente. Por isso, neste dia 27 de setembro, Dia Nacional da Doação de Órgãos, o Hospital Márcio Cunha (HMC), mais uma vez realiza ações de conscientização, levando informações para colaboradores e clientes sobre a importância da doação de órgãos.

Na Unidade I do Hospital Márcio Cunha, durante o período da manhã, foram distribuídos panfletos informativos pelos colaboradores que integram a Comissão Intra-Hospitalar de Captação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) do HMC. Para Daniel Calazans, coordenador do serviço de nefrologia do HMC e presidente da Sociedade Mineira de Nefrologia, a conscientização é o primeiro passo para o crescimento das doações. “A ação foi pensada com o intuito de informar e conscientizar as pessoas sobre a doação de órgãos. A realização desse tipo de iniciativa é importante para a desmistificação do assunto, que não é muito discutido entre as famílias. É preciso falar sobre a doação de órgãos, conhecer e humanizar os processos”, explica o médico.

O hospital possui um Centro de Terapia Renal Substitutiva (CTRS) que é o único transplantador no Leste de Minas Gerais, atendendo a pacientes de Teófilo Otoni, Governador Valadares, Caratinga, Manhuaçu e todo o Vale do Aço. Ao longo de mais de duas décadas de atuação, a unidade, que alia qualificação técnico-científica, incorporação tecnológica, pesquisa, expertise e resultados expressivos, tem se consolidado como referência regional em Nefrologia e destaque nacional em transplante renal. Só no último ano, 37 transplantes renais foram realizados no hospital. A unidade oferece um acompanhamento multidisciplinar para o paciente transplantado.

Aline Gonçalves foi uma das pacientes que passou pelo CTRS do HMC e viveu a experiência de receber um rim do seu irmão. “As pessoas podem doar sem medo, porque a doação é um ato de amor e uma atitude muito linda que faz bem tanto para quem recebe quanto para quem doa! Doar-me um rim foi uma atitude maravilhosa do meu irmão, foi um grande gesto de amor”, conta Aline.

Henrique Gonçalves disse que não pensou duas vezes quando soube que era compatível com a irmã e que poderia doar o órgão a ela. “Quando eu vi minha irmã naquela situação grave, fazendo hemodiálise eu fiquei muito comovido e me coloquei no lugar dela. Quando o médico disse que eu era compatível, eu aceitei de imediato fazer a doação. E a partir do momento que minha irmã recebeu um novo rim, a vida dela foi transformada, ela recuperou a alegria de viver e nasceu novamente” revela Henrique.

Captação de órgãos

O HMC também está apto para realizar a captação de outros órgãos, como fígado e pâncreas, sendo que estes são encaminhados para centros transplantadores específicos de cada órgão, salvando vidas de pacientes. “Sem doação, não há transplantes. Mais de 21 mil pessoas aguardam na lista de espera por um rim em todo o Brasil. O engajamento das pessoas é fundamental, muitas vidas podem ser salvas com um gesto de captação“, afirma o nefrologista.

Após a autorização dos familiares, podem ser retirados do doador falecido, órgãos como coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córneas, vasos e peles. Portanto, um único doador pode salvar inúmeras vidas.

Fonte: HMC