Condição também é transmitida por picada de mosquito e tem febre e dores musculares e articulares como sintomas

Doença transmitida pela picada de um mosquito e que causa febre e dores musculares e nas articulações. A descrição é válida para a dengue, zika e chikungunya, mas também para a febre oroupuche, que tem apresentado crescimento de casos em Minas Gerais. Em quatro dias, foram 70 novos casos confirmados no Estado.

A doença também tem como vetor um mosquito. Neste caso, os do gênero Culicoides paraenses, conhecidos como maruim ou mosquito-pólvora. Meningite e encefalite são algumas complicações possíveis, principalmente em pacientes imunossuprimidos.

Segundo registros do Ministério da Saúde, a doença foi detectada no Brasil pela primeira vez em 1960, a partir da amostra de sangue de um bicho-preguiça e, desde então, casos humanos foram detectados, principalmente nos estados da região Norte.

As larvas do mosquito se desenvolvem em locais úmidos, como as florestas tropicais, margens de rios, solos úmidos, buracos em árvores, matéria orgânica e lixo.

Sintomas 

Entre os sintomas descritos para a febre oroupuche estão:

  • Febre súbita;
  • dor de cabeça;
  • náuseas;
  • diarreia;
  • vômitos;
  • dor muscular e nas articulações;
  • sensibilidade à luz.

Os sintomas costumam durara cerca de uma semana. Contudo, eles podem retornar depois de 7 a 14 dias após o início da manifestação da febre, explica Flávia Cruzeiro, médica do Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde de Minas Gerais (Cievs-MG). “As recidivas ocorrem em até 60% dos casos”, diz.

Tratamento

Não há vacinas ou medicamentos antivirais específicos para a febre oropouche. O tratamento indicado é, sobretudo, para amenizar os sintomas apresentados e a evolução dos casos geralmente é benigna, com resolução em aproximadamente uma semana.

“O paciente deve fazer repouso e tomar medicamentos para dor, febre ou para controlar o vômito. Os casos que evoluem com complicações, como os quadros neurológicos ou de hemorragia devem ser acompanhados por um médico e, algumas vezes, precisam de internação”, reforça a médica do Cievs-MG, Flávia Cruzeiro.

Diagnóstico

O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais, de biologia molecular (RT-qPCR) e isolamento viral, podendo ser detectado no soro. É importante considerar a suspeita de febre oroupuche em pacientes com sintomas e que os exames descartaram dengue, chikungunya e zika.

Em Minas Gerais, os exames são realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública, da Fundação Ezequiel Dias.

Prevenção

As medidas de prevenção são voltadas ao controle vetorial e são as mesmas adotadas para a dengue, zika e chikungunya:

  • Evite áreas onde há muitos mosquitos, se possível.
  • Use roupas que cubram a maior parte do corpo e aplique repelente nas áreas expostas da pele.
  • Mantenha a casa limpa, removendo possíveis criadouros de mosquitos, como água parada e folhas acumuladas.
  • Se houver casos confirmados na sua região, siga as orientações das autoridades de saúde local para reduzir o risco de transmissão.
  • Em caso de sintomas suspeitos, procure uma Unidade Básica de Saúde imediatamente e informe sobre sua exposição potencial à doença.
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