Vistoria proporcionou uma nova perspectiva sobre o patrimônio histórico cultural de Timóteo; imóvel faz parte da memória da indústria siderúrgica nacional.

Técnicos da superintendência do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Minas Gerais estiveram em Timóteo para conhecer a estrutura do Forno Hoffman. A visita formal, na tarde de quinta-feira, 23, atendeu a uma solicitação do prefeito Douglas Willkys e do vice-prefeito e secretário de Educação, José Vespasiano, durante uma agenda de reuniões realizada na sede do órgão federal em Brasília, em dezembro do ano passado.

Os técnicos e historiadores Gustavo Fonseca e José Bittencourt foram recebidos pelo prefeito Douglas, pelo vice Professor Vespa e assessores da Prefeitura de Timóteo. Após uma conversa com as autoridades na sede da Prefeitura, a comitiva seguiu para as instalações do Forno Hoffman, localizado no bairro novo Horizonte.

Apesar do estado de conservação, a estrutura do Forno Hoffman causou uma boa impressão nos técnicos do Iphan. Segundo lembrou José Bittencourt, o forno faz parte do início da industrialização do Brasil e é fragmento importante do patrimônio histórico industrial siderúrgico.

Portanto, além de fazer parte do DNA da cidade de Timóteo, pois foi a partir do forno que uma parte expressiva da cidade se organizou, o imóvel “está diretamente ligado à instalação da indústria siderúrgica no Brasil”. “Trata-se de um documento material importantíssimo de um momento histórico brasileiro”, destacou José Bittencourt, que se disse impressionado com o estado de conservação do forno, apesar do estágio em que se encontra.

Além da sugestão de solicitar o tombamento em nível federal do Forno Hoffman, os técnicos do Iphan também sugeriram a recuperação da planta original do imóvel e a elaboração de um projeto que reforce a relevância em nível estadual e nacional.

Célio de Sousa, que é membro do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural, também participou da visita e lembrou de alguns dados importantes do forno. Ele afirmou, por exemplo, que no mundo existem cerca de 12 fornos que utilizaram a tecnologia Hoffman, inventada na Alemanha. No Brasil é o único remanescente, haja vista que esse tipo de forno deixou de ser usado a partir da década de 1950. “A visita fortalece a ideia de resgatar o forno não somente com a ideia do que ele foi, mas o que pode vir a ser. A comunidade tem que participar disso, abraçar essa causa, pois se trata de um espaço público que pode e deve ser aproveitado”, disse Célio.

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