Os indicadores apontam um cenário futuro adverso e demandam ação
imediata para proteger a população do Vale do Aço de uma mortandade sem precedentes.

O monitoramento com base no sinal de telefonia móvel aponta que o isolamento social nas 35 cidades da macrorregião do Vale do Aço está abaixo da média do estado. O indicador do número médio de infecções por pessoa infectada também está entre os maiores do estado, indicando que uma pessoa contaminada no Vale do Aço contamina mais pessoas do que nas demais regiões. As afirmações estão no ofício enviado aos prefeitos da macrorregião do Vale do Aço, nessa sexta-feira (29), pela Superintendência Regional de Saúde (SRS) e pela Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço (ARMVA).

A Secretaria de Estado de Saúde vem monitorando também os indicadores de isolamento social com base em dados de emissão de notas fiscais, bem como com base no deslocamento de sinais de telefonia móvel. Os números
apontam para um aquecimento da economia na região: nas últimas três semanas o volume de emissão de notas fiscais está superior ao observado nos meses de janeiro e fevereiro deste ano, indicando avidade econômica até mesmo superior ao pré-pandemia.

“Com todo esse conjunto de indicadores adversos à nossa região, a Secretaria de Estado de Saúde já trabalha com a possibilidade de 100 mil novos casos do Coronavírus na região, nos próximos 30 dias. Caso este cenário se confirme, a necessidade de leitos de UTI poderá chegar a 5.000 leitos. Tal número de leitos demonstra-se inviável, considerando que o cenário de expansão da capacidade das UTIs na região, conforme o plano de
contingência, chegaria a cerca de 150 leitos.”

Segundo os dois órgãos que assinam o documento, a situação é grave, os indicadores apontam um cenário futuro adverso e isso demanda uma ação
imediata para proteger a população do Vale do Aço de uma mortandade sem precedentes. O Governo de Minas Gerais registra a importância do fortalecimento das práticas de isolamento social neste momento, como forma de reverter o quadro adverso que vem se delineando para o próximo mês no Vale do Aço.

Por fim, a Superintendência Regional de Saúde e o Agência de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Aço recomendam a adesão de todos os municípios da Macrorregião do Vale do Aço ao Plano Minas Consciente.

Conforme o Plano Minas Consciente, a região de saúde do Vale do Aço teria condições de adotar a “onda verde”, segundo a qual, recomenda-se apenas o funcionamento de atividades econômicas do grupo considerado “essencial”.

A Macrorregião Região de Saúde do Vale do Aço é composta pelos seguintes municípios: Açucena; Antônio Dias; Belo Oriente; Bom Jesus do Galho; Braúnas; Bugre; Caratinga; Coronel Fabriciano; Córrego Novo; Dionísio; Dom Cavati; Entre Folhas; Iapu; Imbé de Minas; Inhapim; Ipaba; Ipatinga; Jaguaraçú; Joanésia; Marliéria; Mesquita; Naque; Periquito; Piedade de Caratinga; Pingo-d’Água; Santa Bárbara do Leste; Santa Rita de Minas; Santana do Paraíso; São Domingos das Dores; São João do Oriente; São Sebastião do Anta; Timóteo; Ubaporanga; Vargem Alegre; Vermelho Novo.

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