Ipatinga tem programação especial para a 16ª edição da Primavera dos Museus

Fazendo coro a iniciativa do governo federal, que promove ações simultâneas em todo o país, sob a coordenação do Ibram (Instituto Brasil de Museus), a Prefeitura de Ipatinga, por meio da Semcel (Secretaria Municipal de Cultura, Esporte e Lazer), anuncia o início das comemorações especiais relacionadas à 16ª edição da Primavera dos Museus.

Numa alusão ao bicentenário da Independência do Brasil, “Independências e museus: outros 200, outras histórias” foi o tema escolhido pelo Ibram para a temporada de eventos socioculturais a serem realizados durante a 16ª edição da Primavera dos Museus.

Em Ipatinga, as celebrações irão acontecer a partir do dia 19 de setembro, próxima segunda-feira, e se estenderão até sexta, dia 23, na Estação Memória Zeza Souto, localizada na rua Belo Horizonte, nº 272, Centro.

Confira a grade de programações:

•        Dia 19 – Abertura, às 9h – “Que sejam dadas as oportunidades de escuta e contação de tantas outras histórias” / Mostra de Artes dos Alunos Surdos da Rede Municipal de Educação. As artes dos alunos surdos da Rede Municipal de Educação, ficará exposta em no museu por 30 dias.

•        Dia 20, de 18h30 às 20h – Oficina Literária “200 anos de Independência Literária”. Conversa sobre principais obras da literatura brasileira nos últimos 200 anos, com Elizete Araújo, professora de Língua Portuguesa – graduada em Pedagogia e Letras com especialização em Educação.

•        Dia 21, de 18h30 às 20h30 –  Sarau Literário. “Noite de Poesia e Museu com os alunos da EMAC, com recitação de poesias de grandes nomes da nossa literatura e intervenções de personagens importantes do modernismo brasileiro.

•        Dia 22, de 18h30 às 20h – Show Musical “Independência com Música”.  Apresentação com alunos e professores da Escola de Música TOM, em homenagem ao bicentenário da Independência.

•        Dia 23, de 18h30 às 20h – Exposição “ Outros 200, outras histórias, novas artes”.

Significado

Em 1822, o Brasil iniciou o processo de desligamento institucional de Portugal, rompendo uma relação de colonização e dependência que já durava mais de 300 anos.

A independência foi um processo longo, que em determinados momentos trouxe dificuldades econômicas para a população, manteve e até reforçou desigualdades já conhecidas desde os tempos de colônia. Contudo, esse movimento emancipatório parece ter sido capaz de reforçar um sentimento de unidade na Nação, para além das diferenças.

Em 2022, o Brasil relembra essa história, a partir de imagens e vestígios, muitos dos quais preservados em museus, que nos permitem conhecer aquele passado e construir outros olhares sobre os fatos.

Pela diversidade cultural e a pluralidade de experiências que o tema propicia, é possível também identificar e resgatar neste momento personagens, memórias, contextos e histórias não contadas que merecem ser conhecidas e lembradas.

“A construção dessas pontes nos remete à busca pelos estreitamentos e conexões entre espaços, temporalidades, histórias e experiências. É um caminho para resgatarmos os inúmeros processos de independências no país. Toda forma de arte, que valorize memórias e a importância da Independência do nosso País, é para nós muito relevante”, ressalta Maciel Rodrigues, secretário da Semcel.

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