Dom Walmor Oliveira de Azevedo, arcebispo metropolitano de Belo Horizonte e presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), lamentou, nesta segunda-feira (17), o procedimento que interrompeu a gravidez de uma menina de 10 anos, que foi estuprada pelo tio, no Espírito Santo. 

Para o Dom Wlamor, a situação gerou a ocorrência de “dois crimes hediondos”. Segundo Azevedo, teria sido possível preservar as duas vidas. O aborto foi legalmente autorizado pela Justiça. A vítima do crime, segundo a investigação, foi estuprada durante quatro anos.

“Dois crimes hediondos. A violência sexual é terrível, mas a violência do aborto não se justifica, diante de todos os recursos existentes e colocados à disposição para garantir a vida das duas crianças”, afirmou, em nota.

Azevedo ainda afirmou que pedirá a Deus a “consolação para todos os envolvidos nessa desafiadora e complexa situação existencial”.

Leia a nota na íntegra:

Lamentável presenciar aqueles que representam a Lei e o Estado com a missão de defender a vida, decidirem pela morte de uma criança de apenas cinco meses, cuja mãe é uma menina de dez anos. Dois crimes hediondos. A violência sexual é terrível, mas a violência do aborto não se justifica, diante de todos os recursos existentes e colocados à disposição para garantir a vida das duas crianças. As omissões, o silêncio e as vozes que se levantam a favor de tamanha violência exigem uma profunda reflexão sobre a concepção de ser humano.

Em oração, peço a Deus consolação para todos os envolvidos nessa desafiadora e complexa situação existencial, que feriu de morte a infância, consternando todo o país. O precioso dom da vida precisa ser, incondicionalmente, respeitado e defendido. Ante a complexidade do ocorrido, devemos ser humildes, reconhecendo as limitações humanas, e sempre compassivos – sejamos sinais do amor de Deus.

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