Zema defende que ainda cabe recurso na decisão da Justiça Federal e que não há nada que pese contra Magalhães seguir ocupando a liderança de governo

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), garantiu que o líder de governo na Assembleia Legislativa (ALMG), João Magalhães (MDB), continuará no cargo mesmo após a condenação que sofreu, na semana passada, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em conversa com jornalistas na tarde desta segunda-feira (24), Zema disse que ainda cabe recurso na decisão da Justiça Federal e que não há nada que pese contra Magalhães seguir ocupando a liderança de governo.

João Magalhães foi condenado pela 2ª vara da Justiça Federal de Governador Valadares por corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF), que acusa o parlamentar de fraude em licitação e propina. A decisão cabe recurso. O MPF acusou o deputado de ter apresentado emendas ao orçamento da União, destinando recursos para obras em municípios mineiros, quando ainda era deputado federal, e então cobrado propina dos prefeitos, entre 10% e 12% do valor destinado, para garantir a liberação dos recursos.

No dia da condenação, em nota, Magalhães afirmou que as denúncias se baseiam em “acusações infundadas”. “Não há nenhum indício de que eu tenha recebido qualquer vantagem indevida – o que será devidamente comprovado através de meus advogados ao longo do processo. Sigo tranquilo com minha conduta e com a integridade de meus atos durante toda a minha vida pública. De 1996 a 2015, período em que exerci mandatos como deputado federal, não foi diferente. Todas as medidas legais cabíveis estão sendo tomadas para que este assunto seja esclarecido e foco minhas energias na atuação em favor de Minas como deputado estadual e líder de governo”, disse à época.

Na semana passada, o secretário de Governo de Zema, Gustavo Valadares, já havia saído em defesa do deputado estadual e disse, por meio de nota, que ele é um “homem íntegro” e “peça fundamental no relacionamento do Executivo com o Legislativo”. “(Magalhães) terá tempo e espaço para apresentar, à Justiça, argumentos que comprovem sua inocência”.

 

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