A força-tarefa da Lava Jato cumpre na manhã desta quarta (9) no Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília, mandados de busca e apreensão que fazem parte de uma investigação de suposto esquema de tráfico de influência no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Tribunal de Contas da União (TCU) para desvios de recursos públicos do Sistema S. Entre os alvos, estão advogados do ex-presidente Lula e o ex-defensor da família Bolsonaro.


Os advogados de Lula, Cristiano Zanin e Roberto Teixeira, são acusados de liderar o esquema e já podem ser considerados réus. Já Frederick Wassef, ex-defensor da família do presidente Jair Bolsonaro, é suspeito de peculato e lavagem de dinheiro em uma outra frente desses desvios.


Entre os outros alvos da Polícia Federal estão escritórios de parentes de ministros do STJ e do TCU no próprio Rio de Janeiro, em São Paulo e em Brasília. Nenhum deles possui prerrogativa de foro privilegiado. No total, 50 endereços são alvos de busca e apreensão.


A operação E S, parceria entre o Ministério Público Federal (MPF), a Polícia Federal (PF) e a Receita Federal, aponta que os denunciados desviaram pelo menos R$ 151 milhões do Sistema S entre 2012 e 2018, sem comprovar nenhum serviço prestado. As informações foram obtidas na delação premiada do ex-presidente da Fecomércio, Orlando Diniz. Os mandados de busca e apreensão foram expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, responsável pela frente da Operação Lava Jato no Rio de Janeiro. Nenhum dos acusados se manifestou até o momento.

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