Um vídeo já começou a ser veiculado em rede nacional e será exibido até 31 de julho, além de outras peças publicitárias que ressaltam a confiança que o cidadão deve ter na urna eletrônica

BRASÍLIA. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) lançou uma nova campanha para destacar a integridade do sistema eleitoral brasileiro com o mote “a segurança do seu voto é garantida”. Um vídeo já começou a ser veiculado em rede nacional e será exibido até 31 de julho, além de outras peças publicitárias que ressaltam a confiança que o cidadão pode ter na urna eletrônica.

O TSE tem como objetivo, por meio da campanha, mostrar que:

  • a urna não tem acesso à internet, o que impede qualquer tipo de invasão;
  • o código-fonte é verificado por diferentes instituições e especialistas independentes;
  • a transferência de dados é protegida de ponta à ponta;
  • ao todo, mais de 30 barreiras garantem a segurança do voto e a integridade da democracia.

O sistema eleitoral sofreu diversos ataques, principalmente em 2022, quando ocorreu a eleição presidencial. Exemplo foi o encontro do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com diplomatas estrangeiros, que aconteceu em 18 de julho, no Palácio da Alvorada, quando Bolsonaro falou sobre a vulnerabilidade das urnas eletrônicas sem apresentar provas.

No encontro, Bolsonaro não só usou a residência oficial como a estrutura do governo para apresentar a embaixadores a visão dele sobre o sistema eleitoral brasileiro. Tudo transmitido pela TV Brasil, canal de televisão oficial mantido por verbas da União.

Um mês após o evento com embaixadores, a chefe da comissão dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Michelle Bachelet disse estar preocupada com ataques ao sistema eleitoral brasileiro e o aumento da violência política no Brasil. Ela chegou a citar nominalmente o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e criticou as declarações feitas por ele contra o Poder Judiciário.

“O [ex] presidente (Jair) Bolsonaro intensificou os ataques ao Judiciário e ao sistema eletrônico de voto, incluindo em um encontro com embaixadores em julho, o que gerou fortes reações (…) e eu tenho que dizer, tendo sido já chefe de Estado, que um chefe de Estado deve respeitar outros Poderes, o Judiciário, o Legislativo, e não ficar vociferando ataques contra outros, porque é essencial para um presidente da República assegurar a democracia”, disse Bachelet.

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