Para o ex-presidente do partido, Ricardo Berzoini, o partido terá um crescimento ‘tímido’ nas eleições municipais

BRASÍLIA. O ex-presidente do PT e ex-ministro Ricardo Berzoini afirmou que o partido passa por uma “crise de renovação” de seus quadros políticos e encontrará dificuldades para ter um resultado expressivo nas eleições deste ano. Além disso, diz que o governo Luiz Inácio Lula da Silva precisa de uma estratégia mais eficiente nas redes sociais.

Em entrevista ao jornal O Globo, Berzoini, que comandou cinco pastas diferentes em governos petistas e também foi deputado federal, lembra que a geração que fundou o partido e segue tendo atuação central no governo já tem “mais de 60 anos”.

“O PT passa por um processo de envelhecimento e tem uma crise de renovação. Esse quadro exige uma atenção da direção do partido, que é fomentar a renovação, tanto no âmbito da militância quanto do ponto de vista da representação no Parlamento e da disputa por prefeituras, para formar uma nova geração”, disse.

Berzoini espera um “crescimento moderado” do PT nas eleições deste ano em comparação com o pleito municipal de 2020, quando a legenda teve resultado tímido. Hoje, a maior cidade governada pelo partido é Contagem.

“O resultado de 2020 foi muito ruim para o PT. Não ganhou nenhuma capital, e em São Paulo tem só quatro prefeituras. Não há uma expectativa alta no PT em relação às eleições municipais. Ela é realista: reconstruir e ampliar nossa presença, mas não quer dizer que vai ser uma explosão”.

O ex-ministro ainda avalia que o governo precisa melhorar a sua comunicação, pois não está havendo “reconhecimento” por parte da população às ações da gestão de Lula. Porém, afirma que o problema não é só o ministro Paulo Pimenta, que comandou a Secretaria de Comunicação até o mês passado.

“Quem não conseguir ter uma estratégia eficaz em redes sociais terá dificuldade na política. É saber fazer, não adianta só quantidade. As pesquisas mostram que não está havendo reconhecimento. Então temos que buscá-lo, porque temos convicção de que estamos fazendo certo. A cabeça da maior parte do governo é analógica”.

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