Promotor vê ‘mensalinho’ para ex-auxiliar de Fernando Haddad

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O Ministério Público de São Paulo classificou como “mensalinho” supostos pagamentos de propina feitos pela UTC Engenharia a José de Filippi Jr., ex-secretário de Saúde da gestão Fernando Haddad (PT), entre 2013 e 2014. O objetivo dos repasses, segundo o ex-presidente da empreiteira Ricardo Pessoa, era “abrir portas” para a empresa no governo petista, que havia acabado de tomar posse na capital paulista.

Três depoimentos colhidos neste mês sustentam a tese da Promotoria de que Filippi Jr. recebeu R$ 200 mil de propina da UTC enquanto era secretário de Haddad para “atender aos interesses” da empreiteira na Prefeitura. Em troca, a empresa teria pago uma dívida de R$ 2,6 milhões da campanha petista de 2012 por meio de caixa 2. A suposta prática resultou em uma ação de improbidade administrativa movida pelo MP contra Haddad, o ex-secretário e outras cinco pessoas, conforme o Estado revelou nesta terça-feira, 28.

Nesta terça, Haddad desqualificou a ação de improbidade. Segundo ele, a acusação está baseada na “palavra de um bandido”.

Um dos depoimentos foi o do taxista João Henrique Worn, considerado “motorista de confiança” de Filippi Jr. No dia 23, ele confirmou ao promotor Wilson Tafner ter ido à sede da UTC em São Paulo buscar o que ele chamou de “presentes” da empreiteira para o ex-secretário de Haddad. Filippi Jr. foi tesoureiro das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (2006) e de Dilma Rousseff (2010).