Ela deve assumir o lugar da atual secretária, Elizabeth Jucá, cotada para disputar a Prefeitura de Juiz de Fora

O governo Zema escolheu a deputada estadual Alê Portela (PL) para assumir a chefia da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese), num claro aceno ao partido. A decisão deve ser anunciada oficialmente nesta quarta-feira (29/5). Ela deve assumir o lugar da atual secretária, Elizabeth Jucá, cotada para disputar a Prefeitura de Juiz de Fora, na Zona da Mata. No fim de março, Elizabeth se filiou ao Novo, e a legenda divulgou que ela está entre as possibilidades para a corrida eleitoral na cidade. A informação foi divulgada inicialmente pelo site O Fator e confirmada por O TEMPO.

Conforme relatam fontes ligadas à base do governo na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o ajuste na Sedese é visto mais como uma saída estratégica para que Elizabeth seja candidata do que um aceno real à bancada da base do governo na Casa. “É claro que aumenta a importância do PL, mas, em termos de articulação, não tem nada a ver com a ALMG. É pensado como um aceno ao PL, mas não é necessariamente pensando na Assembleia”, disse uma das fontes.

“O PL continua com a mesma quantidade de cadeiras, e (a Alê) é alguém sensível o suficiente para ficar à frente da Sedese. Tem muitas pautas voltadas para crianças, para pessoas com deficiência. (O PL) é, sim, uma bancada que precisa ser mais cortejada, especialmente nas pautas de segurança pública, mas (a indicação) limita-se a isso”, completa.

Outra fonte, também da base do governo, avalia que há uma aproximação entre o governo e o PL, mas que, devido à pauta do reajuste da segurança pública, que segue ligada ao reajuste geral proposto pelo Estado à ALMG, de 3,62%, ainda há barreiras a serem superadas.

Uma fonte ligada à alta cúpula do PL no Estado, por outro lado, vê a nomeação como parte de um movimento maior de aproximação entre o Novo e o partido. “Temos conversado não apenas sobre questões aqui de Minas. O PL e o Novo tem uma afinidade nacional, são os únicos dois partidos de oposição ao PT e ao governo do PT. Diria que está em jogo o futuro do país. O diálogo não está limitado, nem focado em secretarias”, afirma.

“Temos dialogado com Zema e com vice-governador (Mateus Simões) e com o próprio presidente do Novo. Podem gerar novas alianças, no curto e médio e longo prazo. A indicação de Alê é uma das situações fruto desse diálogo”, acrescenta a fonte.

Para além da aproximação, o PL vê em Alê Portela um bom quadro para compor o governo de Romeu Zema. “A Alê, além de ser uma boa representante na ALMG, tem um currículo muito bom, já tem experiências em gestão pública, tem uma história de serviços prestados, é natural que seja lembrada. O que temos discutido é uma proximidade maior entre o Novo e o PL. É um namoro à distância que queremos que seja uma coisa mais próxima, uma união mais estável”, completa.

Caso Alê realmente assuma a Sedese, a cadeira na Assembleia deve ficar com a primeira suplente do PL, Amanda Teixeira Dias, filha do ex-ministro de Jair Bolsonaro (PL) e deputado federal, Marcelo Álvaro Antônio.

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