O ministro frisou que este foi o recado endereçado pelo presidente Lula ao líder de governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT)

BRASÍLIA – O ministro de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, afirmou, nesta segunda-feira (10), que articulação política do governo vai trabalhar para que projetos de lei que alimentem o “clima de beligerância entre parlamentares” não estejam no centro da pauta da Câmara dos Deputados.

Nesse sentido, frisou que este foi o recado endereçado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)ao líder de governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT), durante reunião de coordenação política no Palácio do Planalto na manhã desta segunda-feira.

Padilha fez referência direta ao fato da deputada federal Luiza Erundina (PSOL-SP) ter passado mal e ter sido encaminhada a uma UTI após uma sessão acalorada na Casa. O ministro da articulação política também fez referência indireta ao empurra-empurra entre os parlamentares mineiros André Janones (Avante) e  Nikolas Ferreira (PL).

Padilha citou que entre os projetos está o que equipara o aborto ao crime de homicídio.

“O governo vai entrar em campo para que o Congresso não atice o clima de beligerância e de violência entre os parlamentares com essas pautas”, afirmou. “Somos favoráveis que se estudem medidas para que não se prospere o clima de violência, de intolerância entre parlamentares. Isso não faz bem para a política”, completou.

Delação premiada

Padilha também foi questionado sobre o projeto de lei que proíbe a delação premiada de presos. A matéria, de 2016, foi destravada na semana passada pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

O ministro disse que o tema não tem relação com Jair Bolsonaro (PL) e que, na avaliação dele, o ex-presidente tem sido indiciado por provas produzidas por ele mesmo.

Na avaliação de Padilha, Bolsonaro criou provas contra si mesmo ao fazer o que chamou de “BBB do Golpe” com decretos e declarações que foram transmitidas nas redes sociais e canais oficiais. “São evidências de crimes produzidas por ele. Não são frutos de delação”, acredita.
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