O grupo carioca, que está completando 42 anos de trajetória, promete manter seus clássicos, mas rejeita ser vista pela lente da nostalgia

O Rock in Rio preparou uma programação dedicada ao gênero que dá nome ao festival para o dia 15 de setembro, que teve suas primeiras atrações reveladas.
O palco Sunset contará com a presença das bandas nacionais Barão Vermelho e Planet Hemp, esta em um show com a cantora Pitty. A britânica Deep Purple será headliner do espaço nesse dia, que conta ainda com um show da americana Incubus.
Já o palco Mundo terá apresentações dos grupos Avenged Sevenfold, a grande atração da noite, Evanescence, d “Bring Me to Life”, e Journey, do hit “Don’t Stop Believin”.
No ano passado, a Barão Vermelho apresentou no The Town um show que olhava para sua trajetória, com imagens de entrevistas, apresentações e momentos dos 42 anos da banda carioca. Para o Rock in Rio, o grupo promete manter seus clássicos, mas rejeita ser vista pela lente da nostalgia.
“Uma banda de 42 anos tem sucessos de 42 anos. Talvez isso possa parecer nostálgico para alguns ouvidos, mas tocamos nosso repertório. O Frank Sinatra, quando se apresentava, tocava 60 anos de história”, diz Mauricio Barros.
O grupo promete levar ao Rock in Rio um show exclusivo, com um convidado que ainda não foi revelado e com material inédito que fará parte de um novo projeto que está sendo planejado para o semestre que vem.
Rodrigo Suricato, que assumiu em 2017 o posto de vocalista da banda, ocupado por Cazuza nos primórdios do grupo e por Frejat por décadas, acredita que o Barão é um caso ímpar de sobrevivência ao tempo e às mudanças de formação.
“O Barão Vermelho é o curioso caso da banda que absorveu o espírito de um time de futebol. Independente dos jogadores, o público torce, tipo, ‘não estraga minha parada.”
A Incubus, que também conversou com a Folha de S.Paulo, deve fazer um show que passe pelos sucessos de suas diferentes fases. A banda esteve no Brasil pela última vez em 2017, quando também se apresentou no Rock in Rio.
“Os últimos sete anos nos deixaram mais refinados e confiantes em nosso ofício, o que vai se refletir em uma experiência ainda melhor para todos os envolvidos! Estamos muito animados em estar lá novamente”, disse Brandon Boyd, vocalista do grupo.
Zé Ricardo, que está há anos à frente do palco Sunset e do Espaço Favela e agora estreia como diretor artístico do festival carioca, após ocupar o cargo na edição de estreia do The Town, acredita que essa edição vai ser especial.
“Estamos nos preparando para fazer a melhor edição da nossa vida”, afirma. “Meu grande desafio na hora de fazer qualquer palco é contar uma história. Através da arte, na construção de um line-up, você pode botar as pessoas para pensar. Festival é sobre você ir ver alguma coisa, mas sair de lá com coisas que não conhecia antes.” (Diogo Bachega – Folhapress)
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