A OMS (Organização Mundial da Saúde) realizou ontem (13), a live de lançamento da quinta edição do Global Status Report on Road Safety (Relatório Global sobre a Situação da Segurança Rodoviária 2023 – em livre tradução), elaborado pela entidade. Após cinco anos desde a última versão (2018), o relatório traz um novo cenário da segurança viária global, mostrando o progresso realizado na primeira Década de Ação pela Segurança no Trânsito (2011-2020). O OBSERVATÓRIO Nacional de Segurança Viária destaca os principais dados mundiais apresentados no relatório.

Na escala global, estima-se que em 2021 ocorreram 1,19 milhão de mortes no trânsito, o que corresponde a um índice de 15 mortes por 100 mil habitantes. O valor absoluto representa uma redução de 5% ao comparar com o valor estimado em 2010, que foi de 1,25 milhão de óbitos em todo o planeta. Neste mesmo período (2010-2021), houve um aumento da quantidade global de habitantes em quase 1 bilhão e um aumento de 160% na frota de veículos dos países.

Conforme o relatório demonstrou, os habitantes dos países subdesenvolvidos estão entre as principais vítimas em 2021: foram registrados 92% das mortes. Para fins de comparação, nesses países o índice geral foi de 21 mortes para 100 mil habitantes, enquanto países desenvolvidos registraram um índice de 8 mortes por 100 mil habitantes.

Ao observar a faixa etária das vítimas fatais em 2021, 66% tinham entre 18 e 59 anos. Entre todas as faixas etárias, os sinistros fatais impactam principalmente os homens – a cada 3 vítimas fatais, 2 são do sexo masculino. Em relação ao modal das vítimas, os ocupantes de automóveis representam 30% do total de vítimas, apresentando a maior proporção entre os modais. Em seguida, pedestres representaram 23% dos óbitos; e ocupantes de veículos motorizados de duas (incluindo motociclistas) ou três rodas apresentaram 21% dos óbitos.

Considerando o desempenho entre regiões no período 2010-2021, a Região Europeia apresentou o melhor resultado, com uma redução de 36% na sua quantidade de óbitos no trânsito. Já na Região das Américas, houve uma redução de apenas 0,1%. A Região Africana foi a única que apresentou aumento: 17% de acréscimo na quantidade de vítimas fatais. O sucesso dos países europeus se dá muito à aplicação de métodos dos sistemas seguros, colocando as pessoas e a segurança como pilar na gestão dos seus sistemas de mobilidade.

No Brasil, a Organização Mundial da Saúde estimou um índice de 16 óbitos por 100 mil habitantes para 2021, mostrando uma redução em relação ao valor estimado em 2018, que atingiu 19 óbitos por 100 mil habitantes. Comparando o valor estimado de 2021 com outros países da Região das Américas, o Brasil atingiu um índice similar a países como Colômbia, Costa Rica e Suriname. Dentre outros vizinhos, a Argentina (9), o Chile (10), o Peru (13), Uruguai (13), Venezuela (13) e Guiana (15) apresentaram índices por 100 mil habitantes menores do que o índice brasileiro. O Paraguai (21) e a Bolívia (18) apresentaram índices maiores.

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