A suspeita é de que o esquema fraudulento teria movimentado R$ 1,7 bilhão e seria chefiado pelo padre Robson de Oliveira, que pediu afastamento

O Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO) constatou que o Padre Robson de Oliveira e a Associação Filhos do Pai Eterno (Afipe), criada em 2004 e presidida por ele até o momento, usavam de “laranjas” e empresas de fachadas para desviar recursos oriundos de doações de fiéis e lavar dinheiro da entidade, de acordo com informações do G1.

Segundo a reportagem, a investigação mostra que Padre Robson “criou várias associações com nome de fantasia Afipe ou similar, com a mesma finalidade, endereço e nome, e que, por meio de alterações estatutárias, gradativamente, assumiu o poder absoluto sobre todo o patrimônio das Afipes”.

Ainda segundo o G1, A decisão que autorizou a operação, assinada pela juíza Placidina Pires, o MP narra uma série de depósitos, pagamentos e negociações da ‘Afipe’ com empresas de comunicação, postos de combustíveis e pessoas físicas, como o vice-prefeito de Trindade, Gleysson Cabriny de Almeida (PSDB).

Segundo reportagem do Fantástico neste domingo (23), um diretor da Afipe recebeu um depósito de R$ 400 mil e em seguida depositou o valor na íntegra para Adriane, uma das irmãs de padre Robson. No total, 100 pessoas ou empresas que tiveram contato com a Afipe estão nos radares dos investigadores.

Em um vídeo gravado em sua rede social, o padre Robson disse que não houve qualquer irregularidade e se afastou das funções da associação para colaborar com as investigações do Ministério Público.

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