Nesta quinta-feira (18 de janeiro) completam duas semanas que o menino Edson Davi, de 6 anos, desapareceu enquanto brincava na praia da Barra da Tijuca, altura do Posto 04, no Rio de Janeiro. A principal suspeita é que o garoto tenha se afogado, mas a família contesta linha de investigação da polícia.

Desde que o garoto sumiu, na tarde do dia 4 de janeiro, as buscas por ele não pararam. Segundo o portal G1, os pais de Edson e o advogado do caso vão comparecer à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), na tarde desta quinta-feira (18), para uma reunião com o delegado e investigadores que estão cuidando do desaparecimento. O advogado do garoto quer novas informações e ter acesso às imagens de câmeras de segurança que são analisadas pela polícia.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro já afirmou que a principal hipótese é que o garoto se afogou. Atualmente, as buscas estão concentradas no mar com o auxílio do Corpo de Bombeiros do estado. A corporação têm utilizados drones, helicóptero, motos aquáticas, mergulhadores e até um triciclo para auxiliar nos trabalhos.

As últimas imagens do Davi mostram ele brincando sozinho, na beira do mar, pouco antes de desaparecer. O pai, que trabalha em uma barraca na praia da Barra da Tijuca,  contou que o garoto já tinha o costume de acompanhá-lo e de brincar na areia. Ele e a mãe do menino não acreditam que o filho tenha se afogado por ser uma criança obediente.

“O que eles falaram é que foi um afogamento, mas sem corpo? Os bombeiros que estavam de plantão no dia não viram afogamento nenhum, eu tenho testemunhas que também não viram ninguém se afogar, sabe? Eu tenho certeza que ele não se afogou. É tudo muito estranho, tem tanta coisa que a gente precisa trabalhar ainda, tem que ser tudo com calma e cautela, mas não vamos desistir. Eu tenho certeza que ele foi sequestrado e enquanto eu não encontrar meu filho, vivo ou morto, eu não vou desistir”, disse Marize Araújo, mãe do menino Edson, em entrevista ao portal DIA.

Davi também brincou com uma família de argentinos antes de desaparecer. Apesar de não descartar totalmente a hipótese de um possível sequestro, a polícia ouviu a família, analisou as imagens de câmeras de segurança e afirmou que os argentinos não são suspeitos pelo sumiço do menino. Câmeras mostraram que a família foi embora para o hotel sem o garoto, por volta de 16h30.

Desde o desaparecimento, várias denúncias de pessoas que afirmam ter visto Edson Davi surgiram, mas nenhuma foi comprovada. A polícia recebeu a informação que o menino estaria no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, mas a criança localizada não era Davi. Dois dias depois do desaparecimento uma família também foi confundida em uma rede de Fast Food na Barra da Tijuca, mas o menino que estava no local também não era Edson Davi. A família chegou a registrar queixa por calúnia na delegacia.

A polícia  já checou imagens de câmeras de segurança de pelo menos 7 pontos fixos da Barra da Tijuca e não há nenhum indicativo que o garoto tenha saído da areia. A última imagem registrada dele foi por volta de 15h37 e o registro do seu desaparecimento às 17h00.

Antes de sumir um salva-vidas já tinha pedido ao menino para se afastar do mar e o funcionário da barraca vizinha ao que o pai dele trabalhava negou de emprestar uma prancha para o garoto porque o mar estava agitado.

No dia em que sumiu, Edson estava com uma camisa de manga térmica preta, vestia uma bermuda da mesma cor e estava descalço, sem os chinelos.

Quem tiver informações sobre a criança pode entrar em contato nos seguintes números:

21) 2253-1177 ou 0300-253-1177; pelo WhatsApp Anonimizado, no (21) 2253-1177; pelo WhatsApp dos Desaparecidos, no (21) 98849-6254; e por meio do aplicativo Disque Denúncia RJ.

Em todas as opção o anonimato é garantido.

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