Mais de 600 crianças do Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte, receberam, nesse domingo (20/12), brinquedos de madeira reciclada feitos por detentos da Penitenciária de Contagem I (Nelson Hungria). São carrinhos, berços para bonecas, caminhões, trens, móveis infantis e jogos para desenvolver o raciocínio e a capacidade de identificar cores e formas. Tudo isso produzido em uma marcenaria instalada dentro da unidade prisional. 

O evento recebeu o nome de Caravana da Alegria, e foi organizado pela Paróquia Santa Dulce dos Pobres, com suas nove comunidades no Aglomerado da Serra. A caravana percorreu as principais ruas do aglomerado e, com o auxílio de voluntários, distribuiu os presentes natalinos confeccionados pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG), de forma descentralizada e respeitando todas as medidas recomendadas para prevenção da covid-19.

Para o seminarista Alan Pereira, que trabalha há dois anos com o padre João Batista Leocádio Silva nas atividades da Paróquia Santa Dulce dos Pobres, a manhã do domingo esteve repleta de muita alegria. “Ficamos gratos ao Depen-MG e a todas as pessoas físicas e jurídicas que nos ajudaram para a realização deste dia. Recebemos inúmeras doações e tivemos voluntários empenhados nos diversos momentos desta Caravana da Alegria”, relatou.  

Espalhadas por Minas

Diferentes instituições já receberam, em outros momentos, as peças criadas e fabricadas pelos detentos. Elas podem ser encontradas, por exemplo, na brinquedoteca do Hospital da Baleia e na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente e na Delegacia de Plantão Especializada em Atendimento à Mulher. Em 2019, os brinquedos chegaram às mãos de crianças de três municípios do Norte de Minas: São João das Missões, Bonito de Minas e Juvenília.

Quem articulou a doação dos brinquedos junto à comunidade católica do Aglomerado da Serra foi o superintendente de Humanização do Atendimento, do Departamento Penitenciário de Minas Gerais, Jober Gabriel de Sousa. Em um encontro informal do superintendente com o padre João Batista surgiu a proposta de direcionar os itens produzidos na Penitenciária Nelson Hungria para a Caravana da Alegria. “É uma oportunidade de mostrar o lado humanizador e socializador do sistema prisional, além de ser uma forma de prestar um serviço para a comunidade”, avalia.

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