Rapaz de 20 anos foi preso após entrar em contradição e dar várias versões; por fim, ele alegou que foi ameaçado pelo namorado e acabou o tomando sua arma

O que inicialmente foi repassado à Polícia Militar (PM) como um assalto seguido de morte, por fim, acabou sendo descoberto como um crime passional, na noite do último domingo (3 de junho), no bairro Nova Pampulha, em Vespasiano, na região metropolitana de Belo Horizonte. Após ligar para a polícia, um rapaz de 20 anos acabou preso por assassinar o namorado, de 26, com uma arma de fogo.

A PM foi acionada pouco depois das 20h30 até a rua 35, uma via deserta que liga dois bairros de Vespasiano. No local, os policiais encontraram o rapaz sentado ao lado do corpo, perto de uma motocicleta caída. Inicialmente, o jovem alegou que estava no local com o primo “aprendendo a andar de moto”, quando chegaram dois suspeitos gritando “assalto”. Após correr, ele teria ouvido os disparos, ligando para a polícia em seguida.

Entretanto, logo em seguida, o rapaz acabou assumindo que estava no local “namorando”, por se tratar de um ponto escuro e deserto. Em dado momento, teria surgido uma moto que anunciou o assalto e, após ele correr, teria ouvido os disparos.

De vítima a suspeito
Após passar pelo chamado exame residuográfico, que indicaria a existência de pólvora da arma usada nas suas mãos, um novo detalhe mudou o rumo das investigações. Quando o jovem já estava na unidade policial registrando a ocorrência, a perícia da Polícia Civil entrou em contato com a PM e informou que foi constatada uma marca de chinelo no banco da motocicleta, indicando que o veículo poderia ter sido derrubado com um chute.

Foi então, após ser questionado sobre a marca de chinelo – ele estava usando um calçado semelhante -, que o jovem assumiu ter sido o autor do homicídio, tendo, inclusive, apontado o local onde ele escondeu a arma, uma pistola calibre 9 mm que foi apreendida.

Vítima não aceitava término, diz atirador
Depois de, enfim, confessar o homicídio, o jovem de 20 anos acabou contando que, na verdade, mantinha um relacionamento com o homem morto há 9 anos. Ainda na versão dele à PM, eles sempre se agrediam física e verbalmente, tendo, inclusive, discutido antes dos disparos.

O suspeito afirmou ainda que tentou terminar diversas vezes, mas que sofria ameaças e agressões. No domingo, ele teria chamado o companheiro para conversar, pretendendo terminar mais uma vez. Entretanto, ao falar isso, o homem teria sacado a arma, momento em que ele teria reagido, tomado a arma e efetuado os disparos que tiraram a vida do outro rapaz.

Após a confissão, o jovem foi preso em flagrante por homicídio e, agora, o caso será investigado pela Polícia Civil.

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