Anvisa diz que não recebeu pedidos para teste de vacina russa

Após ser divulgada a informação de que o governo do Paraná pretende testar a vacina russa contra a covid-19, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) divulgou nota nesta terça-feira (11) em que afirma não ter recebido “nenhum pedido de autorização de protocolo de pesquisa ou de registro” do antígeno.

Eventuais estudos de vacinas no Brasil só podem ser realizados com autorização da agência. É necessário que o pedido seja feito pelo laboratório interessado em conduzir a pesquisa.

A Anvisa acrescentou ainda que, devido ao fato de não ter dados em relação à vacina desenvolvida pela Rússia, não pode “fazer qualquer avaliação ou pronunciamento em relação a segurança e eficácia deste produto”.

A nota ressalta que solicitações para testes de imunizantes contra a covid-19 no país têm sido analisadas em um prazo de 72 horas.

“De forma geral qualquer medicamento ou vacina passa por três etapas fundamentais: 1) desenvolvimento exploratório, 2) pesquisa pré-clínica, 3) pequisa clínica (uso em humanos) e 4) registro. Após o registro, a vacina é monitorada no pós-mercado”, explica a agência.

Atualmente, três candidatas a vacina já obtiveram autorização para testes clínicos no Brasil: a de Oxford, a da Sinovac Biotech e a da BioNTech/Pfizer. Outra, da Sinopharm, aguarda decisão.