Trump alimenta polêmica em meio a boicote à empresa de produtos latinos nos EUA

A empresa de produtos alimentícios latinos Goya está no centro do debate nos Estados Unidos depois que seu CEO elogiou o presidente Donald Trump, provocando pedidos de boicote, que o presidente respondeu nesta quarta-feira (15) alimentando a controvérsia.

A marca popular de alimentos, que produz de marinadas a feijões e molhos, está envolvida na polêmica desde que seu CEO, Robert Unanue, participou de um evento na Casa Branca na semana passada, no qual disse que os Estados Unidos são “abençoados” por ter Trump como presidente.

Começou, então, a tempestade pedindo um boicote a essa empresa, já que a comunidade latina foi alvo de comentários depreciativos por parte do presidente, principalmente em sua campanha de 2016 quando se referiu aos mexicanos como “estupradores” e “criminosos”.

A menos de quatro meses das eleições presidenciais, se multiplicam na internet os comentários de pessoas compartilhando suas receitas para fazer sua própria marinada, mas também os pedidos para comprar mais produtos da marca para mostrar apoio político, com campanhas como o “desafio Goya”.

Enquanto isso, Unanue permaneceu firme em suas declarações e Trump o elogiou nesta quarta-feira, afirmando no Twitter que a empresa Goya “está indo muito bem”.

“A máquina de difamação da esquerda radical fracassou, as pessoas estão comprando como loucas”, celebrou o presidente, cuja filha que trabalha como assessora do governo, Ivanka, posou na terça-feira com uma lata de feijão preto no Twitter com a mensagem “Se é Goya, tem que ser bom”.

Ivanka recebeu uma onda de críticas, além de várias advertências de que funcionários federais são proibidos de promover qualquer produto ou serviço.

A popular congressista democrata porto-riquenha, Alexandria Ocasio-Cortez, respondeu com um tom satírico também em espanhol “Se é Trump, tem que ser corrupto”.