Reunião entre China e EUA traz fôlego à Bolsa e ao dólar nesta quinta-feira

Notícia sobre encontro de políticos chineses e norte-americanos no final de agosto fazem Bovespa ter ligeira alta, de 0,18%, e dólar perder valor frente o real

A esperança de que o encontro entre os Estados Unidos e a China, previsto para acontecer no final de agosto, ajude a melhorar a relação comercial entre as duas maiores economia do mundo.

Aqui no Brasil, a boa nova trouxe trégua ao mercado. Ao meio-dia, a Bovespa segue com ligeira alta de 0,18%, aos 77.218,16 pontos, em sintonia com o avanço das bolsas internacionais.

Já a cotação do dólar à vista está em queda de 0,51% ante o real, a R$ 3,878. O dólar à vista é negociado por empresas em contratos de compra e venda no mercado internacional.

Ações da Petrobrás, Vale e Banco do Brasil

Os papéis preferenciais das Petrobrás subiam 1,10% por volta das 12h, Vale também registrava alta de 0,56% e o Banco do Brasil saltava 1,46%.

As ações negociadas das siderúrgicas também seguiam em alta firme: Gerdau +1,80%; Usiminas +2,52% e CSN ON +2,10%. Já as ações da Eletrobrás lideravam altas (ON +7,54% e PNB +6,05%) após o presidente da companhia estatal, Wilson Ferreira Junior, dizer que manterá o leilão das quatro distribuidoras para o dia 30 de agosto, independentemente da aprovação do Projeto de Lei.

Negociações entre EUA e China

Mais cedo, nesta quinta-feira, o principal assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, confirmou, em entrevista à rede CNBC, a retomada de negociações sobre o comércio com a China. Ele disse que o presidente Donald Trump está firmemente comprometido a garantir um acordo bom.

O país asiático vai realizar nova rodada de negociações comerciais com os Estados Unidos, no final deste mês. O movimento pode trazer esperança para o progresso na resolução de um conflito que colocou os mercados financeiros mundiais no limite.

Uma delegação chinesa liderada pelo vice-ministro do Comércio, Wang Shouwen, se reunirá com representantes dos EUA liderados pelo subsecretário do Tesouro para Assuntos Internacionais, David Malpass, informou o Ministério do Comércio em comunicado.

Embora o engajamento tenha sido visto por analistas e empresários como positivo, eles alertaram que as negociações provavelmente não levariam a um avanço, já que ocorrerão entre funcionários de segundo escalão.

Também continua a grande lacuna entre os dois lados sobre as exigências de Washington de que Pequim melhore o acesso ao mercado e as proteções de propriedade intelectual para as empresas dos EUA, e reduza o déficit comercial de US$ 375 bilhões com a China.

“O segundo escalão da delegação sugere que ambos os lados permanecem distantes, e um acordo para essa visita é muito improvável”, escreveu o chefe do escritório de Pequim do banco de investimento Everbright Sun Hung Kai, em nota, Jonas Short.

Fonte: Agência Estado