Local ficou parcialmente destruído por um bombardeiro russo

O papa Francisco expressou nesta terça-feira (9) sua “profunda dor” pelo ataque contra um hospital pediátrico de Kiev, o maior do país, que deixou mais de 30 mortos. O pontífice “recebeu com profunda dor a informação sobre os ataques a dois centros médicos em Kiev, incluindo o maior hospital pediátrico da Ucrânia”, afirmou o Vaticano em um comunicado.

Vários funcionários trabalhavam nesta terça para retirar os escombros diante de um hospital pediátrico de Kiev, capital da Ucrânia, parcialmente destruído na segunda-feira por um bombardeiro russo.

Trinta e oito pessoas morreram em todo o país na segunda-feira (8/7), incluindo quatro crianças, e 190 ficaram feridas depois que quase 40 mísseis russos atingiram diversas cidades, informou o presidente Volodimir Zelensky.

As autoridades anunciaram um dia de luto na capital, enquanto as equipes de emergência trabalharam na área do hospital pediátrico de Okhmatdyt.

“A operação de resgate após o ataque com mísseis russos de ontem continua”, escreveu Zelensky nas redes sociais. Ele informou que os pacientes do hospital pediátrico foram transferidos para outras instalações.

“Continuamos o nosso trabalho para aumentar a proteção das nossas cidades e comunidades do terror russo. Tomaremos decisões. O mundo tem a força necessária para isto”, acrescentou o presidente da Ucrânia.

Zelensky também pediu uma reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre os ataques que mataram 10 pessoas em sua cidade natal de Kryvyi Rih

Quase 400 socorristas e centenas de voluntários trabalharam na segunda-feira no hospital de Okhmatdyt para ajudar a retirar os escombros e procurar sobreviventes, segundo Zelensky.

Duas pessoas, um médico e um visitante, morreram no hospital e outras vítimas podem estar sob os escombros, informaram funcionários do governo municipal.

Segundo o governo ucraniano, um míssil de cruzeiro russo Kh-101 atingiu o hospital pediátrico. A Rússia afirma que o impacto foi provocado pelos sistemas de defesa aérea ucranianos. Moscou reiterou nesta terça-feira que as forças russas atacam apenas instalações militares. (AFP)

 

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