Fenômeno havia perdido força durante sua trajetória, mas voltou a ganhar força na segunda-feira (1º de julho)

Beryl, o furacão de categoria 5 mais precoce registrado na temporada de ciclones do Atlântico, avança pelo Caribe nesta terça-feira (2) e ameaça a República Dominicana, onde as autoridades emitiram alerta vermelho para duas províncias, e a Jamaica.

O Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos chamou o furacão de “potencialmente catastrófico”, com ventos máximos sustentados de 270 quilômetros por hora.

“Este é o furacão de categoria 5 mais precoce já registrado no Atlântico”, afirmou o NHC.

O furacão havia perdido força durante sua trajetória, mas voltou a ganhar força na segunda-feira e atingiu a categoria 5, a máxima na escala Saffir-Simpson, quando atingiu a ilha de Carriacou, em Granada.

“Em meia hora, Carriacou foi arrasada”, disse o primeiro-ministro de Granada, Dickon Mitchell, em entrevista coletiva. As autoridades não informaram mortos ou feridos na passagem do furacão.

Imagens obtidas pela reportagem mostram chuvas torrenciais e ventos intensos na capital de Granada, St. George. São Vicente e Granadinas também foi afetada por “ventos catastróficos e tempestades ciclônicas potencialmente fatais”, segundo o NHC.

O NHC, com sede em Miami, prevê que “as ondas afetem a costa sul de Porto Rico e a ilha de Hispaniola”, onde ficam a República Dominicana e o Haiti.

Em seu boletim mais recente, a agência americana informa que o furacão está a 715 quilômetros da ilha Beata, na República Dominicana.

O governo da República Dominicana emitiu alerta vermelho para as províncias de Barahona e Pedernales.

A agência alertou que os ventos com força de furacão se estendem por até 65 quilômetros do centro do fenômeno e que os vendavais com força de tempestade tropical avançam por até 205 quilômetros.

A Jamaica emitiu um alerta de furacão antes da chegada da tempestade, prevista para quarta-feira (3). O NHC emitiu uma advertência para “ventos e tempestades potencialmente fatais”.

O NHC recomendou que as Ilhas Cayman e várias áreas da península de Yucatán e do Golfo do México permaneçam vigilantes ante o avanço da tempestade.

Fenômeno incomum

Beryl é o primeiro furacão da temporada 2024 no Atlântico, que vai do início de junho até o final de novembro. A previsão é de que o Beryl continue sendo um furacão potente em seu avanço pelo Caribe durante a semana.

Os cientistas destacam que é incomum que um ciclone tão poderoso seja formado de maneira tão precoce na temporada. “Apenas cinco grandes furacões (categoria 3+) foram registrados no Atlântico antes da primeira semana de julho”, escreveu na rede X o especialista em furacões Michael Lowry.

Durante a tarde de segunda-feira, as autoridades de Barbados, a mais oriental das ilhas de Barlavento (arquipélago das Antilhas menores), informaram que o território foi afetado por fortes ventos e chuvas torrenciais, mas não registraram feridos.

Uma reunião do bloco regional caribenho Caricom prevista para Granada nesta semana foi adiada devido à passagem do furacão.

A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) dos Estados Unidos também prevê uma temporada extraordinária, com a possibilidade de entre quatro a sete furacões de categoria 3 ou mais.

A agência citou as temperaturas quentes do oceano Atlântico e as condições relacionadas com o fenômeno climático La Niña no Pacífico para explicar o aumento das tempestades.

Nos últimos anos, os fenômenos meteorológicos extremos, incluindo furacões, tornaram-se mais frequentes e devastadores como resultado da mudança climática. (AFP) 

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