O bilionário já havia assumido publicamente fazer uso de drogas com certa frequência

Elon Musk voltou a falar na mídia sobre o seu uso de ketamina, um anestésico potente e com efeito psicodélico, para tratar depressão. O bilionário afirmou ao jornalista Don Lemon que usa uma quantidade prescrita por especialistas para tratar o que chamou de “ânimo negativo”.

Musk já havia assumido publicamente fazer uso de drogas com certa frequência. A ketamina, em específico, é usada pelo empresário como tratamento de depressão – o uso do medicamento de forma controlada já é prescrito por psiquiatras nos EUA para o tratamento da doença.

Em janeiro deste ano, o jornal norte-americano Wall Street Journal, afirmou que o uso de outras drogas como LSD, cocaína e cogumelos “mágicos” estava preocupando diretores e acionistas das suas empresas.

Ao jornalista, Musk disse que tem uma prescrição de ketamina, embora tenha se defendido, chamando de “muito particular perguntar a alguém sobre uma prescrição médica”.

O dono do X disse ter “momentos em que tenho um tipo de estado químico negativo em meu cérebro, como depressão, eu acho”, e disse que a ketamina pode ser útil para aliviar “um estado de ânimo negativo”.

O bilionário ainda disse que está “quase sempre” sóbrio quando faz publicações no X tarde da noite. “Eu não bebo, eu realmente não bebo, você sabe”, disse ele, com a voz embargada.

Perguntado se ele acha que abusa da droga, Musk disse que acha que não. “Se você usar muita ketamina, não conseguirá trabalhar”, disse ele. “Eu tenho muito trabalho.”

A participação de Musk na entrevista com Lemon devia ser a primeira de uma série de programas publicados pelo jornalista com o apoio do X. Depois da conversa, porém, Musk decidiu cancelar o show e não prosseguir com o patrocínio.

De acordo com o X, o bilionário não gostou da forma como a entrevista foi conduzida e encerrou o programa logo depois da entrevista ser feita.

Trump e imigração

A entrevista durou pouco mais de uma hora, onde Lemon também perguntou sobre imigração e a relação com Donald Trump. Musk disse que se encontrou com o ex-presidente norte-americano na Flórida recentemente – totalmente por acaso. “Pensei que estava tomando café da manhã na casa de um amigo e Donald Trump apareceu”, disse ele. “Digamos apenas que ele fez a maior parte da conversa.” A conversa não envolveu nada “inovador ou novo”, comentou. E Trump não lhe pediu nenhuma doação, acrescentou.

“O presidente Trump gosta de falar e, portanto, ele falou”, disse Musk. “Não me lembro de ele ter dito nada que não tenha dito publicamente.”

Musk disse que não vai endossar ou contribuir com nenhum candidato presidencial, embora tenha sugerido que poderia reconsiderar seu endosso mais tarde no sistema político. Ele não está se inclinando para ninguém, disse ele, mas acrescentou que “estou me afastando de Biden. Não fiz segredo sobre isso”.

Sobre imigração, Musk disse que rejeita a chamada “grande teoria da substituição”, uma crença racista que, em sua forma mais extrema, afirma falsamente que os judeus estão por trás de um complô para diminuir a influência dos brancos nos EUA. Mas em sua entrevista com Lemon, ele argumentou, com base em evidências duvidosas, que um aumento de imigrantes sem status legal permanente distorceu as eleições nos EUA em favor dos democratas

Lemon ressaltou que os imigrantes que vivem nos EUA sem permissão legal não podem votar e, portanto, não podem realmente favorecer nenhum partido político. Musk respondeu que essas pessoas são incluídas no Censo dos EUA e, portanto, aumentam a população registrada dos estados americanos com grandes populações de imigrantes. Em alguns casos, isso poderia, teoricamente, aumentar o número de congressistas que esses estados podem enviar para a Câmara dos Deputados em Washington, embora essa redistribuição ocorra apenas uma vez por década.

(Estadão Conteúdo)

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