Países nas primeiras posições da lista estão ligados autossuficiência das pessoas; Brasil está 44ª na lista

Em um anúncio feito no final de março, a Rede de Soluções para o Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou o relatório anual sobre a felicidade em diferentes nações.  O estudo, realizado desde 2012, oferece uma visão abrangente das tendências globais de bem-estar, além de revelar mudanças significativas no ranking de felicidade ao longo dos anos. A Finlândia, mais uma vez, se destacou como um farol de felicidade no mundo, conquistando o primeiro lugar pelo sétimo ano consecutivo. O Brasil está 44ª posição na América do Sul, atrás do Uruguai (26º) e do Chile (38º).

Logo após a Finlândia, aparecem Dinamarca, Islândia, Suécia, Israel, Países Baixos e Noruega, nessa ordem. Marco Brotto, brasileiro caçador de auroras boreais que lidera expedições pelos países da região Ártica, disse que mis chama atenção é perceber que nesses lugares a felicidade não significa pessoas sorrindo ou festando. “A felicidade é o quanto elas se sentem amparadas, realizadas e seguras com a vida que levam”, explica. o Afeganistão, atingido por uma catástrofe humanitária após o retorno do Talibã ao poder, em 2020, surge em último lugar no ranking, que levou em conta 143 países.

Para Brotto, entre os principais motivos pelos quais os países do ártico firmaram-se nos primeiros lugares do ranking da ONU está a autossuficiência das pessoas. “Os nórdicos têm condições de escolher o que querem ou precisam fazer, obviamente dentro da Lei. A autossuficiência é muito grande. Felicidade, para eles, é ter saúde, condições físicas, financeiras e de tempo para tranquilamente desfrutar sua vida, sem depender de outras pessoas e amparadas pelo Estado”, salienta.

Ele destaca que os países listados no estudo são reconhecidos por apoiarem os seus cidadãos. “O mais fragilizado é protegido, o coletivo é respeitado e a individualidade de cada morador também. A confiança nas instituições, a transparência governamental e o acesso universal a serviços de saúde e educação, elevam a sensação de segurança e prosperidade e por consequência, a felicidade”, conta.

Os seis fatores considerados no relatório da ONU incluem o Produto Interno Bruto (PIB) per capita, apoio social, expectativa de vida, liberdade, generosidade e corrupção. A metodologia da pesquisa envolve a coleta de opiniões dos habitantes de cada país, que respondem a perguntas relacionadas a esses indicadores, fornecendo insights valiosos para a classificação.

O caçador de aurora boreal destaca a proximidade com a natureza como outro exemplo de felicidade diariamente experimentada pelos finlandeses. “A felicidade de estar em contato com a natureza, de poder, por exemplo, testemunhar uma aurora boreal a olho nu. Essa é uma experiência de beleza transcendental que enche a alma de encanto e renovação”, descreve.

Para ele, em meio a esse espetáculo celestial, encontra-se não apenas a magia do universo, mas também uma conexão profunda com a própria essência. “É nesse encontro com a natureza que percebemos a verdadeira medida da qualidade de vida, onde o equilíbrio entre o homem e o meio ambiente se torna a pedra angular da felicidade e do bem-estar”.

Nos últimos 12 anos, Brotto já realizou 145 expedições pelos países do Ártico, em centenas de viagens pela região, levando grupos de brasileiros interessados em ver a aurora boreal. “Enquanto celebramos os feitos da Finlândia e de outros países líderes em felicidade, somos lembrados do valor intrínseco de cuidar não apenas de nós mesmos, mas também uns dos outros e do mundo ao nosso redor”, finaliza.

Confira o ranking:

1; Finlândia
2. Dinamarca
3. Islândia
4. Suécia
5. Israel
6. Países Baixos
7. Noruega
8. Luxemburgo
9; Suíça
10. Austrália
11. Nova Zelândia
12. Costa Rica
13. Kwait
14. Áustria
15. Canadá
16. Bélgica
17. Irlanda
18. República Tcheca
19. Lituânia20.
20. Reino Unido

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