Pressão, defesa e explicação: o resumo da estreia de Rafael Dudamel no Mineirão

A entrevista coletiva após o empate sem gols com o Campinense, na última quarta-feira (12), em Campina Grande, pela primeira fase da Copa do Brasil, já tinha sido um indício. A comemoração exagerada quando Igor Rabello empatou a partida contra a Caldense, neste domingo (16), no Mineirão, jogo em que o Atlético foi derrotado por 2 a 1, perdendo a invencibilidade na temporada, foi quase uma prova. Rafael Dudamel está sentindo a pressão pelo baixo nível do futebol apresentado pelo seu time neste início de trabalho na Cidade do Galo.

Com três treinadores em 2017, 2018 e 2019, a aposta atleticana para 2020 é no longo prazo. Tanto que o venezuelano veio para Belo Horizonte com um contrato de dois anos, período que o último a passar no clube foi Guga, que chegou no final de 2011 e passou 2012 e 2013 na Cidade do Galo.

Depois de quase uma hora após o final da partida, Dudamel chegou à sala de imprensa do Mineirão. E entre declarações de que o time jogou melhor que contra URT e Campinense e criou muitas chances de gols, ele mostrou preocupação em defender o grupo num início de trabalho em que algumas das suas normas desagradaram jogadores.

Perguntado sobre as vaias a Zé Welison, que falhou no lance que originou o segundo gol da Caldense, ele se mostrou irritado com o tratamento recebido pelo jogador, destacando que ele é um profissional, cumpre suas obrigações e não pode ser tratado como se tivesse roubado ou matado alguém.

Dudamel destacou ainda que seus jogadores trabalham muito, são muito profissionais, e que situações com a vivida na derrota contra a Caldense é uma oportunidade de ver quem está mesmo comprometido com o clube.

Nathan

A segurança na defesa de Zé Welison, Dudamel mostrou também na explicação para a saída de Nathan, que era o melhor em campo, para a entrada de Di Santo, no início da segunda etapa. No momento da mudança, grande parte da torcida gritou: “Burro” como forma de manifetação contra a alteração.

O treinador destacou a questão física, pois o meia volta de uma contusão muscular sofrida ainda no final do ano passado, e ficou evidente que ele será titular na próxima quinta-feira (20), quando o Atlético decide sua sorte na Copa Sul-Americana recebendo o Unión, da Argentina, às 21h30, no Independência.

Como perdeu a ida, em Santa Fé, por 3 a 0, precisa devolver o placar para decidir a classificação nos pênaltis. A vaga no tempo normal só será conquistada com vitória por quatro ou mais gols de diferença.

A importância do jogo já era grande, pois a Sul-Americana é prioridade no Atlético em 2020 e sair da competição ainda na primeira fase será um desastre. Com as fracas atuações do time de Rafael Dudamel, o confronto passa a valer ainda mais.