Pelo Twitter, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou que, se eleito, mudará a equipe econômica atual do Governo de Michel Temer. Foto: divulgação Jovem Pan

O candidato à presidência da República, Fernando Haddad (PT), foi entrevistado no início da tarde desta terça-feira (16), ao vivo, por uma emissora de rádio, de São Paulo. Em suas declarações o presidenciável admitiu que o partido cometeu erros durante os 14 anos que esteve no comando do governo federal. “Às vezes as pessoas falam que é preciso admitir que o PT errou. É claro que errou, mas o projeto de inclusão que o PT representou não pode ser descartado”, disse.

Haddad, também afirmou que alguns erros tiraram o partido do caminho certo. “A gente estava no caminho certo, mas alguns erros nos tiraram do caminho”, disse em relação aos avanços dos governos de Lula e Dilma Rousseff no combate à desigualdade no país, que ele considera ser o problema mais grave do Brasil.

Para o ex-prefeito de São Paulo, o mais importante é retomar esses processos. “O projeto de inclusão que nós representamos é a coisa mais importante a ser resgatada no país”, destacou. “Meu adversário não representa esse resgate do Brasil, representa mais uma descrença”, disse em relação a Jair Bolsonaro (PSL).

Corrupção

Sem citar nomes, Haddad falou sobre os escândalos de corrupção com membros do PT e condenou os envolvidos. “Esse tipo de coisa é um atraso de vida, quem está num partido trabalhista tem que ter o triplo de atenção com essas coisas”, lamentou. “É um pecado mortal você botar a mão em um centavo público.”

Ele lembrou do trabalho que fez na prefeitura de São Paulo, entre 2013 e 2016, quando instalou a Controladoria Geral do Município para fiscalizar contas. “Eu falei para eles me investigarem, investigarem minha família, meus secretários, quem eles quisessem, para que não me dessem problemas na cidade de São Paulo”, disse sobre as instruções passadas ao órgão.

O candidato também exaltou que os escândalos de corrupção nunca chegaram ao Ministério da Educação quando a pasta estava sob seu comando, entre 2005 e 2012. “Isso não aconteceu só porque a equipe era honesta, mas também porque os controles internos impediram”, explicou Haddad, que prometeu levar esses mesmos mecanismos de controle para as empresas estatais.

Adaptação da entrevista à rádio Jovem Pan

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