Mercado Mineiro verificou que algumas marcas de arroz já tiveram alta de 6%, em comparação com o valor praticado em abril

O preço do pacote de arroz nos supermercados da Grande Belo Horizonte já começou a subir. Com o impacto das enchentes no Rio Grande do Sul e, após o presidente Lula dizer que o país poderia ter que importar o grão para garantir o abastecimento, consumidores correram para as prateleiras e chegaram a esgotar o produto em alguns estabelecimentos. O estado que passa por uma situação de calamidade pública é responsável pela produção de 70% de todo o arroz que é consumido no país.

Na unidade da rede Supermercados BH do bairro Vale do Sereno, em Nova Lima, o pacote de arroz de 5kg de uma determinada marca custava R$ 34,90 no fim de fevereiro. O preço chegou a cair para R$ 33,90 em março e no começo de abril. Na última data consultada, nesta quarta-feira (8), o produto já custava R$ 35,90. Um aumento de quase 6%. Os valores foram divulgados por uma pesquisa feita pelo site Mercado Mineiro.

Uma outra marca de arroz também sofreu um aumento de 6,5%. No início de abril, o produto custava R$ 32,80. Ontem, já estava custando R$ 34,90.

Para evitar compras desnecessárias da população que teme um desabastecimento do produto, as lojas do Supermercados BH e outras redes do setor limitaram a quantidade de arroz que poderia ser comprada. Para avisar os consumidores, foram espalhadas placas pelo comércio, alertando quantos pacotes poderiam ser adquiridos.

A administração da rede Supermercados BH  informou que implementou medidas preventivas para assegurar o suprimento contínuo de arroz, mas garantiu que não vai faltar este item essencial em suas lojas. “A precaução visa desincentivar que o consumidor faça um estoque desnecessário, o que poderia resultar em escassez injustificada do produto”, afirmou a empresa, em nota.

Em uma unidade do supermercado EPA, no bairro Padre Eustáquio, região Noroeste de Belo Horizonte, um aviso informando aos consumidores que a venda estava limitada a 12 pacotes de arroz foi exibido em diversas prateleiras.

A reportagem questionou o Procon-MG sobre a possibilidade de uma prática abusiva na alta dos preços do arroz por parte das empresas supermercadistas da região metropolitana e aguarda retorno.

A Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas (Seapa-MG) informou que, neste momento, não há cenário de desabastecimento de arroz em Minas, em virtude da situação da calamidade no Rio Grande do Sul, responsável pela maior produção do alimento no Brasil.

“Cabe informar que estima-se que cerca de 80% da safra de arroz já foi colhida. Neste cenário, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Minas Gerais (Seapa-MG), segue atento às deliberações do Governo Federal sobre o tema”, informou a secretaria em nota.

Nessa terça-feira (7/5), o presidente Lula afirmou que pode ser necessário importar arroz para garantir o abastecimento e preço do produto. Os prejuízos para a agricultura do Estado são de R$ 435 milhões, do total de R$ 4,6 bilhões estimados, segundo um levantamento da Confederação Nacional dos Municípios (CNM)

Até o dia 25 de abril, 78,76% da área total semeada no RS, de 900.203 hectares, já haviam sido colhidos nesta safra de 2023/2024. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as fortes chuvas que atingem o Rio Grande do Sul terão sim impacto na produção agrícola do Estado, mas ainda é precipitado fazer qualquer previsão de quantitativo e de suas influências em relação ao abastecimento e aos preços.
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