Brasil sobe 3 posições e se torna 6º no mundo em captação de Investimento Estrangeiro Direto em 2021

    A Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD) divulgou que o Brasil recebeu US$ 50,3 Bilhões em 2021 em Investimento Estrangeiro Direto (IED), uma alta de 77,9% em relação a 2020. O que ajudou para que estrangeiros investissem mais aqui?

    Esse valor deixou o Brasil atrás somente de EUA, China, Hong Kong, Cingapura e Canadá. Mesmo a Índia, que cresce 8% ao ano em média e é considerada o motor da expansão mundial, não teve um resultado melhor. O estoque de IED ficou em US$ 592,7 Bilhões em 2021, 36,9% do PIB brasileiro.

    Os projetos greenfield, para construção de novas instalações partindo do zero, representaram US$ 23,2 Bilhões, 35,1% a mais que 2020. Esse tipo de investimento é muito importante, pois usa a poupança de outros países em investimentos no país para geração de empregos e renda com retorno a longo prazo no horizonte do investimento.

    O ambiente institucional precisa ser muito propício para a atração de novos investimentos. O IED total em 2021 no mundo foi de US$ 1,6 Trilhão, o que indica um potencial ainda maior de atração de investidores. Para isso, a facilitação aos negócios precisa ser constantemente aprimorada.

    A Lei de Liberdade Econômica e outras iniciativas desburocratizantes ajudaram no período recente. A Reforma Tributária, porém, poderia atrair ainda mais investidores, pois representa um grande entrave por constituir um risco sistêmico aos negócios. Investidores preferem nações menos complicadas e investem em outros países em desenvolvimento ao invés do Brasil.

    As oportunidades hoje no país são ainda muito voltadas à produção de commodities agrícolas, combustíveis e minerais, mas há avanços importantes na geração de energias renováveis com investimentos recentes vultosos e nas concessões em infraestrutura aprovadas no ano passado.

    O cenário internacional deve ficar mais retraído em 2022, com elevação dos juros nas economias avançadas e diminuição do ritmo de crescimento, o que diminui a atratividade dos países em desenvolvimento, que oferecem mais risco atrelado a maiores retornos. O Brasil pode ser exceção, com aportes em infraestrutura. 

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