(Rovena Rosa/Agência Brasil)

A Black Friday, considerada o maior dia de compras do ano, acontece na última sexta-feira deste mês (25) e, como sempre, promete trazer promoções para consumidores. E o professor e educador financeiro Liao Yu Chieh discute maneiras de como evitar se endividar e não cair em falsas promoções na data.

Nessa época em que as compras são potencializadas, é importante manter a atenção para os preços com antecedência e não confiar em todo anúncio de promoção, segundo o professor. “Se você planeja comprar algo na Black Friday, comece desde já a pesquisar o preço, compare entre lojas…”, explica Liao.

Algumas lojas anunciam um preço na Black Friday que pode ser o mesmo ou até maior do que fora dessa época. Por isso, ter em mente o preço médio de um produto é fundamental para tomar a melhor decisão no dia das ofertas. Também é importante comparar lojas físicas e on-line, que podem ter valores diferentes.

“Comprar por impulso não é uma boa ideia. Se hoje não falta na sua casa, não faz sentido daqui a três semanas estar faltando”, diz o professor, que alerta também para o risco de endividamento. Nesse contexto, além dos possíveis descontos que não são tão vantajosos para o consumidor, ele ressalta a importância do planejamento da real necessidade de comprar nessa data.

Juros elevados

No Brasil, os juros de cartão de crédito são muito elevados e podem colocar em risco o pagamento de outras contas essenciais, principalmente com a possibilidade do parcelamento. “Um erro muito comum que faz a pessoa se endividar é parcelar hoje sem ter certeza de que vai ter o recurso lá na frente, jogando o problema para o futuro”, diz Liao. 

“O ideal é se planejar para só comprar o que for necessário. Mesmo que a pessoa compre parcelado, porque vale a pena, é importante já ter esse recurso, ela pode deixar investido aplicado para pagar parcelado. O problema é que se ‘lá na frente eu me viro’, ela acaba entrando em dívidas caras, cheque especial ou juros de cartão de crédito”, afirma o educador.

A Black Friday não é a única data comercial do fim do ano: um mês depois, o Natal é outro momento de muitas compras. “Na época do Natal, as famílias têm um alívio temporário das despesas, que é o 13º, o que faz com que aumentem os gastos com presentes, por exemplo. É muito comum a pessoa receber no final de novembro ou no começo de dezembro e esse alívio, por mais justos e merecidos que sejam os gastos no Natal, se torna um susto em janeiro, quando as despesas incluem IPVA, IPTU, material escolar, matrícula…”, reflete Liao.

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