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Por Fábio Galão
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05/11/2026 às 10:26
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Uma nova onda de falsos alarmes de bomba afetou nesta quinta-feira (5) pelo menos 15 voos em aeroportos europeus, depois que na terça-feira (3) vários alertas já haviam obrigado a ativação de amplos esquemas de segurança.
Segundo informações da agência EFE, um avião que fazia a rota entre Dublin e Roma foi desviado de sua trajetória por um alarme de bomba enquanto voava sobre o espaço aéreo francês para que pousasse na base aérea de Évreux, a cerca de 100 quilômetros a leste de Paris, segundo confirmou o gabinete do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu.
Fontes do gabinete indicaram mais tarde a veículos de imprensa franceses que a aeronave havia pousado sem incidentes com 151 passageiros e seis membros da tripulação a bordo, mas equipes do esquadrão antibombas ainda precisaram intervir para realizar verificações.
Da mesma forma, quatro aviões com destino a Praga que haviam recebido ameaças de bomba pousaram como previsto na capital tcheca, e a polícia informou que não foram encontrados objetos suspeitos nos aparelhos.
Um representante do Aeroporto Václav Havel informou à emissora americana CNN que as ameaças foram feitas por meio de um e-mail anônimo.
Um porta-voz da polícia tcheca disse que mensagens semelhantes foram encaminhadas a outros aeroportos na Europa.
O aeroporto de Praga contatou imediatamente os serviços de emergência e convocou uma reunião do seu comitê de crise.
Além disso, três voos da companhia aérea Ryanair com destino à Bulgária e partindo de Madri, Londres e Copenhague foram afetados por falsos alarmes de bomba, segundo informou à EFE o Ministério dos Transportes búlgaro, que confirmou que não foram encontrados artefatos explosivos em nenhum dos três aviões.
Os voos vindos de Madri e Copenhague pousaram no horário previsto no aeroporto Vasil Levski de Sófia. As aeronaves foram desviadas para áreas isoladas, os passageiros foram evacuados, suas bagagens foram inspecionadas e procedeu-se à varredura dos aviões.
O voo procedente de Londres foi desviado para o aeroporto de Plovdiv, a 120 quilômetros de Sófia, e foi submetido ali aos mesmos protocolos de segurança.
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A companhia aérea Finnair confirmou, por sua vez, que dois voos que conectavam Helsinque a Roma e Viena receberam ameaças de bomba, embora ambos os aviões tenham pousado com normalidade em seus destinos.
Segundo explicou a Finnair à televisão estatal YLE, o voo AY1761, com 144 passageiros, pousou em Roma escoltado por caças italianos, e as autoridades locais inspecionaram o avião sem encontrar nada suspeito.
O voo AY1471 de Helsinque para Viena, operado pela companhia dinamarquesa Jettime, pousou sem problemas na capital austríaca, onde também um voo da companhia WizzAir que cobria a rota Milão Malpensa-Varsóvia fez um pouso de emergência devido a outra ameaça de bomba.
O aeroporto de Viena continuou funcionando com normalidade, segundo relatou à EFE uma fonte do aeródromo.
O Serviço Romeno de Inteligência informou, por sua vez, que a torre de controle do Aeroporto Internacional de Bucareste foi alertada sobre uma ameaça de bomba a bordo de um avião da Wizz Air que voava de Milão para Bucareste com 182 passageiros e sete tripulantes.
Os passageiros desembarcaram e uma equipe do esquadrão antibombas vistoriou o aparelho.
Em Bruxelas, um avião polonês de passageiros da companhia LOT pousou no aeroporto de Bruxelas-Zaventem, sem incidentes, após receber um “alerta suspeito”.
A porta-voz do aeroporto, Ihsane Chioua Lekhli, confirmou à EFE o incidente, acrescentando que o avião “pousou em segurança” e que foram necessárias “medidas adicionais”.
Paralelamente, no aeroporto Chopin de Varsóvia, uma das pistas teve de ser fechada temporariamente após outro voo da LOT com destino a Paris ser afetado por uma possível ameaça, indicou à EFE o porta-voz dos Aeroportos Poloneses, Piotr Rudzki.
O porta-voz explicou que foram aplicados os procedimentos de segurança habituais, ou seja, a inspeção da aeronave, dos passageiros e de suas bagagens, mas “a ameaça não foi confirmada”, após o que o aeroporto pôde operar normalmente.
O aeroporto de Copenhague também registrou uma ocorrência identificada como falso alarme, o que obrigou o envio de efetivos da polícia e das Forças Armadas da Dinamarca especializados em desativação de explosivos, segundo a agência de notícias dinamarquesa Ritzau.
Ninguém assumiu por ora a responsabilidade por esses alertas, mas especialistas destacam que eles têm ocorrido em um contexto de outras ameaças à Europa.
“Essas ameaças ao setor de aviação ocorrem no mesmo período em que são registrados ataques cibernéticos a sistemas de refrigeração de supermercados por toda a Europa”, afirmou Eliran Almog, CEO da Cyviation, empresa de cibersegurança voltada para a aviação, em entrevista à CNN.
“Diferentes serviços essenciais estão sofrendo interrupções que acarretam custos econômicos e podem abalar a confiança da população”, acrescentou.
A ministra dos Transportes do Reino Unido, Heidi Alexander, declarou à imprensa local que estão sendo adotados “protocolos estabelecidos para lidar com trotes e ameaças maliciosas — e é exatamente isso que essas ameaças têm sido”.
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Fonte: Gazeta Mundo


