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Eleições 2026
Alexandre Garcia
Por Juliet Manfrin
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31/10/2026 às 11:16
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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que uma crise econômica no governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá provocar uma antecipação da disputa presidencial e abrir caminho para uma nova eleição antes de 2030. A declaração foi feita na sexta-feira (30), durante sua primeira transmissão ao vivo dos Estados Unidos, após deixar o Brasil com a mulher e as duas filhas.
Na avaliação do parlamentar, o agravamento das dificuldades econômicas será o principal fator de desgaste do governo e poderá abreviar a permanência de Lula no Palácio do Planalto. Flávio comparou o cenário que projeta para a atual gestão à crise enfrentada pelo governo Dilma Rousseff (PT) em 2014 e 2015, mas afirmou que a situação poderá ser ainda pior.
“Eu acho que a minha expectativa é que a economia vai ser o principal fator de desgaste do atual governo. O cenário é muito pior do que o da Dilma lá em 2014, 2015”, declarou.
O senador argumentou que Lula enfrentará dificuldades para conciliar as promessas feitas durante a campanha com a situação das contas públicas. Segundo ele, caso o presidente adote as medidas necessárias para cumprir os compromissos anunciados, poderá agravar ainda mais a situação econômica.
“Se ele fizer aquilo que prometeu, o Brasil vai quebrar ainda mais rápido”, afirmou. Flávio disse acreditar que a deterioração econômica poderá derrubar o presidente “muito antes do que muita gente imagina”.
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Ao abordar seu futuro político, o senador mencionou os quase 60 milhões de votos que recebeu no segundo turno e sinalizou disposição para voltar a disputar a Presidência da República.
“Qualquer coisa que aconteça eu vou estar aqui pronto, inclusive se for preciso para disputar a Presidência da República de novo”, declarou.
“Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso”.
Flávio também defendeu que a oposição concentre sua atuação no Congresso Nacional, especialmente no Senado. Durante a transmissão, anunciou apoio ao senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência da Casa e pediu que seus apoiadores pressionem os parlamentares a votar no aliado.
Na avaliação do senador, o comando do Senado seria uma frente importante para conter as iniciativas do governo petista. Ele classificou o Legislativo como a principal trincheira de resistência da oposição.
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Senador relata conversa com o pai antes de deixar o país
Durante a transmissão, Flávio também apresentou sua versão sobre as circunstâncias da saída do Brasil. Segundo ele, a decisão foi tomada depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na segunda-feira (26).
O senador relatou que tinha autorização para permanecer por 30 minutos na residência do ex-presidente, na condição de advogado. Ao término do encontro, foi informado de que agentes da Polícia Federal estavam no local para entregar uma intimação relacionada à determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), sobre a entrega de seus passaportes e a proibição de deixar o país.
Flávio contou que interpretou a medida como o início de uma perseguição judicial e relatou uma conversa reservada com o pai. Segundo sua versão, Jair Bolsonaro demonstrou preocupação com as consequências da decisão judicial e perguntou se o filho compreendia onde as medidas poderiam chegar.
Depois de voltar para casa, o senador disse que conversou com a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e decidiu viajar com a família. Ele negou que outras pessoas tenham participado do planejamento.
“A decisão eu tomei junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse, até porque se soubessem, a chance de dar errado seria maior”, afirmou.
O parlamentar rejeitou a interpretação de que tenha abandonado o país e resumiu sua justificativa em uma frase: “Eu não saí do Brasil. Eu saí pelo Brasil”.
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Flávio afirmou que pretende continuar exercendo influência sobre a oposição ao governo Lula mesmo estando nos Estados Unidos. Segundo ele, a distância permitirá expressar opiniões que, em sua avaliação, poderiam ser censuradas ou resultar em represálias caso permanecesse no Brasil.
O senador classificou a situação institucional brasileira como um “regime de exceção” e acusou o Judiciário de atuar politicamente. Também afirmou que não teria condições de recorrer às instituições nacionais caso se considerasse vítima de uma injustiça.
Outra crítica foi direcionada às possíveis negociações envolvendo a situação judicial do pai. Flávio afirmou que considera inaceitável utilizar a liberdade de Jair Bolsonaro como instrumento de negociação política. Ao defender sua permanência nos Estados Unidos, o senador sustentou que pretende assumir um papel de liderança na oposição e manter a articulação com aliados no Congresso Nacional.
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Fonte: Gazeta Política


