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Dos EUA, Flávio prevê crise econômica de Lula e fala em possível eleição antes de 2030

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Eleições 2026

Alexandre Garcia

Por Diógenes Freire Feitosa

Por Diógenes Freire Feitosa

30/10/2026 às 21:59

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (30), em uma transmissão ao vivo dos Estados Unidos, que a situação econômica do governo Lula pode desencadear uma crise política e antecipar uma nova eleição presidencial.

Na avaliação do parlamentar, o agravamento do cenário econômico poderia levar à saída antecipada do petista do poder e abrir caminho para uma eleição antes de 2030, em um cenário que poderia envolver um processo de impeachment.

“Eu acho que a minha expectativa é que a economia vai ser o principal fator de desgaste do atual governo. O cenário é muito pior do que o da Dilma lá em 2014, 2015”, declarou.

O senador afirmou que Lula enfrentará dificuldades para conciliar suas promessas com a situação das contas públicas.

“Se ele cumprir o que prometeu, vai ter que tomar medidas muito radicais na economia, mas não vai fazer isso porque simplesmente não acredita que elas sejam um caminho para resolver os problemas econômicos”, disse.

Na avaliação de Flávio, mesmo que o presidente adote as medidas anunciadas, o resultado poderá agravar a situação do país.

“Se ele fizer aquilo que prometeu, o Brasil vai quebrar ainda mais rápido”, afirmou.

O parlamentar disse acreditar que a deterioração econômica poderá abreviar a permanência de Lula no poder.

“Eu acho que esse é um dos fatores que vai acabar derrubando o atual presidente da República, muito antes do que muita gente imagina”, declarou.

Flávio menciona possibilidade de disputar novamente a Presidência

Ao falar sobre uma eventual nova candidatura, Flávio mencionou os quase 60 milhões de votos que recebeu no segundo turno da eleição presidencial.

“Inclusive, se for preciso para disputar a Presidência da República de novo, esses quase 60 milhões de votos que vocês me deram, para mim significa demais”, afirmou.

Em seguida, deixou claro que não pretende necessariamente esperar o próximo calendário eleitoral regular.

“Eu não estou falando de 2030, não. Eu estou falando de antes disso”, disse.

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Decisão de deixar o Brasil após visita ao pai

Durante a transmissão, Flávio também explicou os motivos que o levaram a deixar o Brasil com a mulher, Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, e as duas filhas.

Segundo ele, a decisão ocorreu depois de uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), na segunda-feira (26), quando recebeu uma intimação da Polícia Federal (PF) para entregar os passaportes.

O senador contou que tinha autorização para visitar o pai por 30 minutos, na condição de advogado. Ao término do encontro, foi informado de que agentes da PF estavam na entrada da residência.

Os policiais entregaram uma intimação referente à decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou a entrega de seus passaportes e proibiu sua saída do país.

“Pai, começou a perseguição até um pouco antes do que eu imaginava que começaria”, relatou ter dito ao ex-presidente.

Flávio afirmou que Jair Bolsonaro pediu aos policiais que se afastassem para conversar com o filho em particular.

“Ele me olhou com os olhos cheios de lágrima, falou: ‘Já sabe onde é que eles querem chegar com isso, não é?’”, contou.

O senador disse que respondeu estar preparado para enfrentar a situação. Depois, voltou para casa, conversou com a mulher e decidiu viajar com a família.

Na transmissão, Flávio negou que terceiros tenham organizado sua decisão de partir.

“A decisão eu tomei junto com a minha esposa, sem que ninguém soubesse, até porque se soubessem, a chance de dar errado seria maior”, afirmou.

Ele também rejeitou a interpretação de que tenha abandonado o país. “Eu não saí do Brasil. Eu saí pelo Brasil”, declarou.

Senador promete liderar oposição dos Estados Unidos

Flávio afirmou que pretende continuar exercendo influência sobre a oposição ao governo Lula mesmo fora do país.

Segundo ele, a distância permitirá manifestar opiniões que, em sua avaliação, poderiam provocar represálias caso permanecesse no Brasil.

“Aqui de fora eu vou conseguir manifestar um pouquinho mais de liberdade o pensamento de muita gente”, afirmou.

O senador também disse que pretende assumir a liderança política da oposição diante das restrições impostas a Jair Bolsonaro.

Flávio voltou a criticar Alexandre de Moraes e classificou o cenário institucional brasileiro como um “regime de exceção”.

Também afirmou que não teria condições de recorrer às instituições caso se considerasse vítima de uma injustiça.

Ao justificar a saída, disse que avaliou os riscos de permanecer no Brasil e que não pretende se submeter à perseguição política.

“Eu soube fazer análise de cenário, entendi onde é que eles chegariam e rápido, mais rápido do que eu imaginava”, afirmou.

Indicação de Rogério Marinho para a presidência do Senado

Na transmissão, o Flávio apontou o Congresso Nacional, especialmente o Senado Federal, como principal frente de atuação da oposição. Ele anunciou apoio a Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência da Casa.

“A nossa trincheira neste momento será o Congresso Nacional, em especial o Senado Federal. E a pessoa que eu vou indicar é o Rogério Marinho para a presidência do Senado Federal”, declarou.

Flávio pediu que seus apoiadores cobrem dos senadores eleitos o voto em Marinho. Na avaliação dele, a presidência da Casa poderá funcionar como instrumento de resistência às iniciativas do governo petista.

“É a única forma ali de conseguir ter uma resistência para impedir ou retardar o grande caos que o atual presidente da República vai instaurar no nosso país”, afirmou.

O senador também criticou possíveis negociações envolvendo a situação judicial do pai. Segundo ele, a liberdade de Jair Bolsonaro estaria sendo utilizada como moeda de troca em articulações políticas.

“Essas tentativas de negociação, usando como moeda de troca a liberdade do presidente Bolsonaro, são nojentas”, declarou.

Ao encerrar a transmissão, Flávio pediu que a oposição mantenha a mobilização e afirmou que pretende continuar atuando politicamente a partir dos Estados Unidos.

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Fonte: Gazeta Política

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