SaúdeVacina para câncer de pele renova fé na genômica

Vacina para câncer de pele renova fé na genômica

Gostaria de receber as principais notícias do Brasil e do mundo?

Não, obrigado

Sim, aceito

Gostaria de receber as principais notícias do Brasil e do mundo?

Não, obrigado

Sim, aceito

Acesse seus artigos salvos em Minha Folha , sua área personalizada

Acesse os artigos do assunto seguido na Minha Folha, sua área personalizada

Ir para o conteúdo [1]

Ir para o menu [2]

Ir para o rodapé [3]

Minha Folha

Minha playlist

Newsletters

Minha assinatura

Forma de Pagamento

Editar senha e conta

Atendimento

Clube Folha

Casa Folha

Sair

Votação segue até as 17h em todo o país; acompanhe as principais informações do pleito

Gostaria de receber as principais notícias do Brasil e do mundo?

Não, obrigado

Sim, aceito

Minha Folha Minha playlist Newsletters Minha assinatura Forma de Pagamento Editar senha e conta Atendimento Clube Folha Casa Folha Sair

Minha Folha

Minha playlist

Newsletters

Minha assinatura

Forma de Pagamento

Editar senha e conta

Atendimento

Clube Folha

Casa Folha

Sair

English edition

Edición en español

Jornalista de ciência e ambiente, autor de “A Ciência Encantada de Jurema" (ed. Fósforo)

Recurso exclusivo para assinantes

assine ou faça login

Um quarto de século após sequenciamento do DNA humano, tumores ainda resistem

Avanços obtidos são positivos, mas incrementais, não estrondosos como se prometia

Edição Impressa

Diminuir fonte

A empresa Moderna, que salvou milhões de vidas com vacinas de mRNA contra Covid, anunciou novo imunizante com essa tecnologia que reduz em 42% o risco de retorno do câncer de pele melanoma e de pacientes morrerem com ele ao longo de 25 meses, duração do ensaio clínico até aqui. Os dados foram apresentados em Madri, num congresso de oncologia.

Notícias como essa renovam minha fé comedida na biologia molecular como arauto de uma medicina de precisão salvacionista, que nos livraria a todos dos tumores. Faz 26 anos que o então presidente dos EUA, Bill Clinton, afirmou, na cerimônia de conclusão do rascunho do genoma humano, que os filhos de nossos filhos conheceriam o termo câncer só como uma constelação de estrelas.

A primeira neta de Clinton fez 12 anos, e só no Brasil morrem a cada ano 260 mil pessoas com a doença, entre 10 milhões de óbitos anuais por essa condição no mundo. A redenção pela genômica ainda não chegou, e parece duvidoso que isso ocorra antes de Charlotte Clinton Mezvinsky ter seus próprios filhos.

Isso não significa que tecnologias de sequenciamento e edição de DNA ou RNA sejam inúteis –longe disso. A inovação da Moderna, batizada intismeran, lança mão das duas técnicas para identificar mutações específicas nos tumores de cada paciente para, a partir da informação, injetar em seu corpo uma vacina personalizada, capaz de fazer o sistema imune reconhecer células tumorais e deslanchar um ataque a elas.

Além do imunizante, a pessoa em tratamento tem de receber o medicamento prembolizumab, um anticorpo monoclonal já utilizado para tratar melanoma. Como depende de sequenciar o DNA numa amostra do tumor, esse tratamento só permite prevenir a recidiva em quem teve o câncer extraído em cirurgia, ou seja, trata-se de uma intervenção curativa, não profilática.

Participaram do ensaio clínico liderado por Georgina Long, do Instituto Austrália de Melanoma em Sydney, um total de 1.137 portadores de melanoma moderado ou avançado, recrutados em 157 clínicas. Metade recebeu o duplo tratamento em teste e outra metade, só o prembolizumab com um placebo ativo.

O resultado de 42% de recidivas evitadas ao longo de dois anos, embora animador, não equivale a panaceia milagrosa. Os outros 58% não respondem à vacina, e houve vários casos em que a quantidade de amostra retirada cirurgicamente não se mostrou suficiente para identificar todas as mutações de DNA no tumor para orientar a elaboração do imunizante sob medida.

As ações da Moderna e da Merck já vinham em alta desde agosto, quando se soube que a empresa concluíra o teste clínico. A apresentação dos dados seria só no sábado (24), mas a notícia vazou. Curiosamente, as ações das farmacêuticas caíram após o anúncio, mas tudo indica que foi só uma correção de expectativas exageradas do mercado, não desconfiança com os resultados obtidos.

Desde a cerimônia bombástica com Clinton, Tony Blair, Francis Collins e Craig Venter em junho de 2000, a retórica sobre as promessas da genômica vem sendo calibrada para corresponder melhor às conquistas nesse campo, que são várias, mas não tão estrondosas quanto se propagava então. Há mais coisas entre o céu da genética e o terreno da saúde humana do que podemos sonhar.

LINK PRESENTE: Gostou deste texto? Assinante pode liberar sete acessos gratuitos de qualquer link por dia. Basta clicar no F azul abaixo.

Tópicos relacionados

Leia tudo sobre o tema e siga:

Bill Clinton

câncer

Estados Unidos

medicina

saúde

vacinação

Leia outros artigos desta coluna

Envie sua notícia

Erramos?

Ombudsman

Comentários

Os comentários não representam a opinião do jornal; a responsabilidade é do autor da mensagem.

Carregando…

Mais lidas em Colunistas

Elio GaspariAs alavancas que moviam as mutretas das compras de vacinas para a Covid

Mônica BergamoGalvão Bueno, Ratinho e família Abravanel vão a evento comercial do SBT em São Paulo

Painel S.A.Maior doador de Lula em 2022 planeja implantar jornada de 40 horas semanais antes do prazo

Elio GaspariSó à noite vai se saber o nome do eleito

Celso Rocha de BarrosSe 5% dos eleitores de Flávio forem sinceros sobre corrupção, Lula vence

Eleições 2026

Eleição mais acirrada desde a redemocratização opõe Flávio Bolsonaro a Lula com 158 milhões aptos a votar

Diferença entre senador e presidente em pesquisa Datafolha da véspera do 2º turno é a menor da série histórica

Fonte: Saúde Brasil

DestaquesNo ZUG!

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Ipatinga
nublado
22 ° C
22 °
22 °
83%
2.1m/s
100%
qui
32 °
sex
26 °
sáb
32 °
dom
28 °
seg
24 °