Receba notícias por email
América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
23/10/2026 às 11:10
23/10/2026 às 11:10
Dê de presente
Prefira a Gazeta no Google
Ouça este conteúdo
A revista inglesa The Economist dedicou nesta quinta-feira (22) outro editorial ao segundo turno da eleição presidencial brasileira, desta vez criticando tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto seu adversário no domingo (25), o senador Flávio Bolsonaro (PL), por suas propostas econômicas.
“A economia peculiar do Brasil precisa de uma reforma séria. Nem Lula nem Flávio Bolsonaro têm coragem para isso”, alegou a Economist, tradicionalmente crítica à família Bolsonaro.
A respeito do terceiro mandato de Lula, a revista afirmou que “o crescimento do PIB superou as previsões (pessimistas), o desemprego está baixo e a inflação manteve-se próxima à meta de 1,5% a 4,5% estabelecida pelo Banco Central do Brasil (BCB)”.
“Contudo, o descaso fiscal e a retórica hostil ao setor empresarial assustam os mercados. O superávit primário (ou seja, antes do pagamento de juros) herdado [da gestão Jair Bolsonaro] transformou-se em déficit, e o FMI projeta que a dívida pública atingirá 97% do PIB este ano, ante 84% em 2022”, disse a Economist.
A respeito de Flávio, a revista disse que ele se inspira no presidente argentino, Javier Milei, “cujas reformas de livre mercado trouxeram certo sucesso”, mas “acompanhado de muito sofrimento”.
“No entanto, suas propostas econômicas são vagas. Para compensar os cortes de impostos que defende, somados a R$ 900 bilhões (US$ 179 bilhões, ou 6,6% do PIB) em investimentos em infraestrutura ao longo de quatro anos, ele propõe reduzir o número de ministérios, digitalizar a administração pública e vender imóveis federais”, escreveu a Economist.
A revista inglesa alegou que tal proposta “é pouco realista; seria um feito e tanto conseguir sequer metade da economia prometida com tais ajustes”.
“Além disso, a medida é insuficiente para a dimensão do desafio. Seria necessário um ímpeto, ao estilo de Milei, para enfrentar os problemas econômicos do Brasil — um emaranhado complexo de gastos públicos elevados, inflação persistente e baixa taxa de poupança. O resultado é um custo de capital que sufoca a economia”, disse a Economist.
“A Constituição brasileira — um calhamaço de 65 mil palavras — proíbe cortes nos salários nominais do setor público e atrela benefícios previdenciários, auxílios por invalidez e seguro-desemprego ao salário mínimo, que é reajustado anualmente com base na inflação recente e no crescimento do PIB. Esse mecanismo elevou as despesas obrigatórias a 90% do orçamento federal”, disse a Economist, que afirmou que nenhum governo brasileiro, “nos últimos tempos, tentou seriamente promover um ajuste fiscal rigoroso”.
“A equipe de Flávio Bolsonaro menciona reformas, mas o próprio candidato rejeita alterações no sistema previdenciário ou nos mecanismos de indexação”, afirmou a revista. “Os mercados talvez prefiram Flávio Bolsonaro a Lula. Mas, seja quem for o escolhido, o resultado será, inevitavelmente, uma decepção.”
VEJA TAMBÉM:
Governos de esquerda latino-americanos temem ampliação do isolamento em caso de derrota de Lula
Ataques a tiros na região de Paris são investigados como atos de terrorismo racista
A incrível história do soldado que amputou o próprio pé para sobreviver e foi resgatado por drone
Deixe sua opinião
Encontrou algo errado na matéria?
Comunique erros
Use este espaço apenas para a comunicação de erros
Principais Manchetes
Eventual Lula 4 dependeria de STF ainda mais autoritário para neutralizar Congresso de direita
Flávio Bolsonaro abre sigilos ao TSE e cobra Lula a revelar gastos do cartão corporativo
Lula aposta em atrair eleitores que não votaram após perda de vantagem entre os mais pobres
Derrite puxa fila de quadros de Tarcísio cotados para eventual governo Flávio
Tudo sobre:
Flávio Bolsonaro
Jair Bolsonaro
Javier Milei
Lula
Partido dos Trabalhadores (PT)
Partido Liberal (PL)
Receba nossas notícias NO CELULAR
WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.
Fonte: Gazeta Mundo


