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Instituto admite ter forjado pesquisas que beneficiaram candidatos de esquerda nos EUA

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Guerra EUA x Irã

Por John Lucas

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21/10/2026 às 21:33

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O instituto americano Wedgewood Polls admitiu nesta terça-feira (20) que inventou resultados de pesquisas eleitorais divulgadas nos Estados Unidos nos últimos meses. Os levantamentos apresentavam alguns candidatos de esquerda em vantagem em disputas importantes pelo país e chegaram a ser utilizados por campanhas políticas, jornais e agregadores de pesquisas. A confissão ocorreu após uma investigação identificar irregularidades nos dados apresentados pela organização.

Em comunicado publicado na rede social X, a Wedgewood reconheceu que a maior parte de suas pesquisas não havia sido realizada de verdade. A organização alegou que tudo fazia parte de um grande experimento para demonstrar como resultados falsos poderiam ganhar espaço na imprensa e influenciar o debate político sem uma verificação adequada.

"Nossos números fabricados receberam credibilidade imediata nas plataformas nacionais de mídia", afirmou a Wedgewood. O instituto também declarou que sua intenção nunca foi interferir nas eleições, mas "alertar sobre falhas na fiscalização das pesquisas".

A investigação que levou à confissão foi conduzida pelo FiftyPlusOne, um site especializado em análises eleitorais. Seus pesquisadores desconfiaram dos resultados divulgados pela Wedgewood e solicitaram os dados originais de um levantamento sobre a disputa pelo Senado no Mississippi. Ao examinar o material, encontraram inconsistências nos registros dos entrevistados e nas informações sobre a coleta de respostas.

Um dos casos ocorreu em Michigan, durante as primárias do Partido Democrata para o Senado. Uma pesquisa divulgada em junho colocava o candidato progressista Abdul El-Sayed na liderança, com 46% das intenções de voto, seguido por Haley Stevens, com 39%. A senadora estadual Mallory McMorrow aparecia com apenas 9%. McMorrow, que abandonou a disputa em julho, afirmou que os números prejudicaram sua campanha. Segundo ela, as doações diminuíram, voluntários ficaram desanimados e jornalistas passaram a pressioná-la para desistir da candidatura.

"As doações secaram. Os voluntários ficaram devastados e imploravam por orientação sobre o que fazer", escreveu a ex-candidata nas redes sociais. Ela também criticou os responsáveis pelo instituto por tratarem o trabalho de milhares de pessoas como um experimento.

Outro levantamento da Wedgewood apresentou a socialista do Partido Democrata Francesca Hong com 30% das intenções de voto nas primárias democratas para o governo de Wisconsin, percentual superior ao registrado por pesquisas de outros institutos. Hong acabou sendo derrotada na disputa interna do partido e não vai disputar o Executivo estadual.

A revelação provocou reações entre integrantes do próprio Partido Democrata. O estrategista Mike Nellis, que trabalhou com a ex-vice-presidente Kamala Harris, classificou os responsáveis pelas pesquisas como "canalhas" e defendeu que sejam processados judicialmente.

"Eles mentiram sobre os dados das pesquisas, foram descobertos e agora estão desesperados porque cometeram uma fraude", afirmou Nellis à Fox News.

Após a confissão, o jornal The New York Times retirou 15 pesquisas da Wedgewood de sua base de acompanhamento eleitoral. O agregador Decision Desk HQ também excluiu 17 levantamentos, mas informou que a retirada não alterou suas projeções sobre a composição da Câmara e do Senado. Cadeiras de ambas as casas estarão em disputa nas eleições de novembro.

Nesta quarta-feira (21), a Associação Americana de Pesquisa de Opinião Pública (AAPOR) condenou a fabricação dos dados. A entidade afirmou que pesquisas legítimas precisam ser baseadas em respostas reais de entrevistados e ressaltou que, no caso da Wedgewood, as informações foram simplesmente inventadas.

A organização acrescentou que o uso de inteligência artificial para produzir dados e documentos falsos tem dificultado a identificação de empresas fraudulentas.

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Fonte: Gazeta Mundo

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