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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Fábio Galão
Por Fábio Galão
21/10/2026 às 14:31
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O Kremlin informou nesta quarta-feira (21) que o ditador russo, Vladimir Putin, concordou em retomar as negociações de paz com a Ucrânia mediadas pelos Estados Unidos a partir do próximo mês.
Segundo informações da Reuters, a decisão foi anunciada após um encontro entre Putin e o enviado especial dos Estados Unidos, Steve Witkoff, em São Petersburgo.
De acordo com a agência britânica, o Kremlin afirmou que as novas negociações de paz, que envolveriam as três partes e ocorreriam em nível técnico, poderiam ser realizadas em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes, a partir de 10 de novembro. As últimas negociações de paz mediadas pelos EUA ocorreram em fevereiro.
O anúncio ocorre um dia depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter pressionado novamente a Ucrânia para que aceite um acordo de paz oferecido no ano passado que prevê várias concessões a Moscou.
Em entrevista à Fox News nesta quarta-feira, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, disse que aceita um congelamento da atual linha de frente, quando a Rússia controla cerca de 20% do território ucraniano, mas não admitiu uma cessão definitiva dessas áreas para o país vizinho – demanda que Trump apresentou em 2025.
“Sim, neste momento, precisamos de um congelamento”, disse o presidente ucraniano. “E acredito que essa seja uma forma real de encerrar esta guerra. Chamamos de cessar-fogo, ou ‘parar de matar’, como o presidente Trump denominou.”
“Congelar e parar. E, claro, esse é o mínimo de que precisamos da Rússia hoje. Depois, naturalmente, recorreremos ao presidente [americano] e aos europeus para solicitar garantias de segurança”, acrescentou Zelensky, em referência às negociações que ocorreriam depois disso.
O anúncio da reabertura das negociações ocorre após quase duas semanas de trocas de farpas entre Trump e o mandatário ucraniano, devido a medidas do presidente americano que Kiev considera que ajudam a Rússia na guerra, como comprar diesel russo e suspender tarifas a países que importam combustíveis e outros produtos russos.
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Fonte: Gazeta Mundo


