EconomiaGoverno admite que terá de rever R$ 53,7 bi em despesas para...

Governo admite que terá de rever R$ 53,7 bi em despesas para cumprir limite fiscal

Receba notícias por email

Banco Master

Banco Central

Por Vinicius Macia

Por Vinicius Macia

20/10/2026 às 09:21

20/10/2026 às 09:21

Dê de presente

Prefira a Gazeta no Google

Ouça este conteúdo

O governo federal afirmou ao Congresso Nacional que será necessário rever gastos a partir de 2028 para manter as políticas vigentes dentro do limite fiscal. A projeção consta no Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) para 2027.

De acordo com o documento, o governo projeta uma necessidade de revisão de R$ 53,7 bilhões em despesas entre 2028 e 2030 para que o orçamento se mantenha dentro dos limites de despesas primárias do arcabouço fiscal. Os valores estariam distribuídos da seguinte forma ao longo dos anos:

2028: R$ 15,8 bilhões;

2029: R$ 14,9 bilhões;

2030: R$ 23 bilhões.

O detalhamento ajuda a entender a dimensão da projeção. Em 2028, por exemplo, seriam necessários R$ 224,2 bilhões para manter as políticas vigentes, mas o espaço fiscal disponível é calculado em R$ 208,4 bilhões.

Mesmo assim, o documento afirma que a necessidade de revisão permanece “contida e estável”, representando menos de 1% do limite de gastos em cada ano. Segundo o governo, esse cenário já reflete maior controle das despesas obrigatórias, cujo crescimento passa a convergir para o ritmo de expansão do próprio limite fiscal.

Outra ressalva, porém, caminha no sentido oposto: os valores utilizados nos cálculos não consideraram uma necessidade de reforço estimada em R$ 9,9 bilhões entre 2028 e 2029 para garantir o mínimo de investimento em saúde exigido pela Constituição. A situação só se reverteria em 2030, com uma folga de R$ 4,3 bilhões em relação ao investimento mínimo. Já a educação, nesse cenário, atenderia à exigência da Constituição com folga em todos os anos apurados.

VEJA TAMBÉM:

Governo infla projeções de PIB e arrecadação para fechar contas de 2027 no azul

Governo diz que mantém meta fiscal de 2027 mesmo com pacotão eleitoral de Lula

Cenário geral

O documento calcula os limites gerais de gastos para os próximos anos:

2027 (previsto na PLOA): R$ 2,6 trilhões;

2028: R$ 2,7 trilhões;

2029: R$ 2,9 trilhões;

2030: R$ 3 trilhões.

No panorama geral, o PLOA de 2027 prevê um orçamento de R$ 7,45 trilhões, considerando despesas primárias, financeiras e o orçamento de investimento das empresas estatais. Desse total, R$ 3,82 trilhões correspondem a despesas financeiras, categoria que inclui gastos relacionados à dívida pública, enquanto R$ 3,42 trilhões são despesas primárias.

As despesas obrigatórias somam cerca de R$ 2,5 trilhões, deixando uma parcela bem menor do orçamento primário sob maior controle do governo. O PLOA prevê ainda R$ 133,8 bilhões em investimentos.

Já as emendas parlamentares de execução obrigatória previstas na proposta somam R$ 44,8 bilhões, sendo R$ 28,5 bilhões em emendas individuais e R$ 16,3 bilhões em emendas de bancadas estaduais.

Deixe sua opinião

Encontrou algo errado na matéria?

Comunique erros

Use este espaço apenas para a comunicação de erros

Principais Manchetes

Novo Código Civil da esquerda pode ser aprovado no pacote de maldades de Alcolumbre

O único voto possível neste domingo

A estratégia de Silas Malafaia nas redes que impulsionou aliados nas urnas

Milei critica Lula por fala sobre imunidade de Flávio: “Autoritário”

Tudo sobre:

Emendas parlamentares

Governo Federal

Lula

PIB

Saúde

Receba nossas notícias NO CELULAR

WHATSAPP: As regras de privacidade dos grupos são definidas pelo WhatsApp. Ao entrar, seu número pode ser visto por outros integrantes do grupo.

Fonte: Gazeta Economia

DestaquesNo ZUG!

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Newest
Oldest Most Voted
Ipatinga
nublado
22 ° C
22 °
22 °
83%
2.1m/s
100%
qui
32 °
sex
26 °
sáb
32 °
dom
28 °
seg
24 °