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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por Gazeta do Povo Lab
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Por Bruno Sznajderman
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17/10/2026 às 00:50
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O governo do Irã intensificou os ataques contra petroleiros no Estreito de Ormuz nesta semana, com o objetivo de manter os preços globais de energia elevados. A manobra estratégica busca influenciar as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, as midterms, prejudicando o governo de Donald Trump através do descontentamento dos eleitores americanos com a alta no preço da gasolina.
Como o preço dos combustíveis afeta a política interna dos Estados Unidos?
O valor da gasolina é um termômetro vital para a economia americana e tem impacto direto no humor do eleitor. Atualmente, o galão está custando cerca de US$ 4,33, um aumento considerável em relação ao período anterior ao conflito, quando ficava abaixo dos US$ 3. Esse encarecimento frustra a população e gera um desgaste político imenso para o Partido Republicano, liderado pelo presidente Donald Trump. Ao manter o preço do barril em torno de US$ 110 por meio de instabilidade e ataques, o Irã usa o bolso do cidadão americano como uma ferramenta para pressionar Washington e tentar forçar o fim do bloqueio naval e das sanções econômicas.
Qual é a nova tática militar adotada pelos iranianos no Estreito de Ormuz?
Após terem grande parte de seus radares destruídos pelas forças dos Estados Unidos, a Guarda Revolucionária Islâmica do Irã passou a adotar uma estratégia de monitoramento mais discreta e rudimentar. O país utiliza observadores desarmados em pequenas embarcações, incluindo barcos tradicionais conhecidos como dhows, para identificar alvos potenciais e navios da Marinha americana. Essa mudança no ritmo e no tipo de ataque busca contornar a superioridade tecnológica dos EUA. Embora a Marinha iraniana tenha sofrido perdas severas durante a guerra, o regime ainda consegue manter o mercado global de energia em estado de alerta vermelho.
O regime iraniano pretende expandir os ataques para além da hidrovia principal?
Sim, a estratégia do regime dos aiatolás envolve ampliar o alcance geográfico das operações. O objetivo não é apenas controlar o Estreito de Ormuz, mas também realizar manobras de bloqueio e intimidação no Golfo de Omã e em águas próximas à costa do Catar e dos Emirados Árabes Unidos. Autoridades iranianas descrevem a situação como um 'jogo de xadrez', onde a meta é impedir qualquer queda nos preços do petróleo antes do pleito de novembro. Teerã já sinalizou que pretende realizar um fechamento total de Ormuz em breve, o que impediria a passagem de qualquer embarcação que viole as restrições impostas pelo país persa.
Quais são os planos militares dos Estados Unidos para uma possível retaliação?
Caso o presidente Donald Trump ordene uma retomada dos bombardeios em grande escala, as forças armadas americanas já planejam ataques contra a infraestrutura energética e nuclear iraniana. O plano inclui o uso da GBU-43/B, conhecida como a 'mãe de todas as bombas' (MOAB), que é o maior artefato não nuclear do arsenal dos EUA. O alvo principal seria a montanha Pickaxe, local que abriga um complexo nuclear estratégico no centro do Irã. Existe a possibilidade de que Trump execute essa ação para declarar vitória e retirar efetivos extras do Oriente Médio, embora tenha sinalizado que prefere evitar novas escaladas antes de 3 de novembro.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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Fonte: Gazeta Mundo


