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Por Camila Abrão
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11/10/2026 às 16:57
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Atualizado em11/10/2026 às 17:28
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou, na tarde deste domingo (11), que não aceitará a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, que ordenou a suspensão do canal de transmissão "Exército do Lula" no WhatsApp. O petista classificou a ordem como uma "intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição".
"Acho um absurdo. Nossos advogados vão ter que entrar com pedido de explicação do presidente da Corte Eleitoral porque, já há alguns dias, estou percebendo que há muitas decisões tendenciosas", disse o presidente a jornalistas antes do ato de campanha na Avenida Paulista.
"Não vamos permitir que seja fechado um canal de um deputado que está pedindo para as pessoas que querem votar em mim participar de um canal, o ‘Exército do Lula’", acrescentou. A declaração ocorreu antes de o corregedor-geral da Justiça Eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, derrubar a ordem de Nunes Marques e liberar o canal.
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O deputado federal André Janones (Rede-MG), que criou o canal que reunia 3,3 milhões de apoiadores do presidente, chamou a decisão de "censura".
"Não é que se Flávio Bolsonaro for eleito, a censura vai ser instalada, a censura já começou. Só que eles vão sentir agora a força de 3,3 milhões de pessoas unidas, nós não vamos nos calar", enfatizou o deputado.
Lula disputará o segundo turno das eleições presidenciais contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que encerrou o primeiro turno com vantagem. A equipe jurídica de Flávio acusou o canal "Exército do Lula" de funcionar como uma central de comando para a difusão coordenada de conteúdos inverídicos.
A campanha petista intensificou a atuação nas redes sociais para tentar reverter o quadro. Ao avaliar o cenário nas mídias sociais, Lula afirmou acreditar que seu grupo político está "ganhando o jogo" devido à forte mobilização da militância nas redes.
Janones alertou que a campanha de Flávio “deu um tiro no pé”. “Vocês venceram a batalha, mas a guerra vocês não venceram”, declarou.
Nesta manhã, Nunes Marques determinou a suspensão do canal no prazo de 3 horas, mantendo a medida até a homologação do resultado do segundo turno das eleições.
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Fonte: Gazeta Política


