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O que Marco Rubio disse sobre o Ocidente no pronunciamento que o WSJ chamou de “discurso do ano”

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Guerra EUA x Irã

Por John Lucas

Por John Lucas

08/10/2026 às 19:27

08/10/2026 às 19:27

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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou nesta quarta-feira (7), durante um discurso em Atenas, na Grécia, que o Ocidente perdeu parte de sua força ao abandonar o nacionalismo, abrir suas fronteiras, transferir indústrias para outros países e entregar decisões a organismos internacionais. O pronunciamento, feito diante da Acrópole de Atenas, foi elogiado pelo conselho editorial do jornal americano The Wall Street Journal (WSJ), que o classificou como o “discurso do ano”.

No discurso, Rubio usou a história da Grécia Antiga para defender que os Estados Unidos e os países europeus recuperem a confiança em sua própria civilização. Segundo ele, os gregos antigos deixaram ao Ocidente muito mais do que a democracia e a filosofia. O secretário afirmou que a ambição, a coragem, a busca pelo conhecimento e a disposição para enfrentar riscos também fazem parte dessa herança e ajudaram a transformar os países ocidentais em potências econômicas, científicas e militares.

“Hoje, uma parte grande demais do Ocidente esqueceu essa qualidade. Com o tempo, nós, no Ocidente, passamos a sentir vergonha das próprias coisas que nos tornaram excepcionais. Ficamos constrangidos pelo fato de nossas conquistas nos diferenciarem do restante do mundo. Nossa prosperidade, de alguma forma, tornou-se motivo de culpa”, afirmou Rubio.

O secretário disse que essa mudança de pensamento teve consequências para a economia, a segurança e a independência dos países ocidentais. Na avaliação dele, enquanto governos europeus e americanos passaram a questionar sua própria história, outras potências aproveitaram a oportunidade para ampliar sua influência no mundo.

“A palavra ‘nacionalismo’ se tornou um palavrão. E assim derrubamos nossos monumentos, condenamos nossa própria história. E, em muitos lugares, ensinamos nossas crianças a sentir vergonha dos países que herdariam”, declarou.

Rubio continuou dizendo que os países ocidentais abriram suas fronteiras, transferiram a produção industrial para o exterior e permitiram o enfraquecimento de suas forças militares. Ele também criticou o aumento da influência de organizações internacionais sobre decisões que antes eram tomadas pelos governos nacionais.

Rubio apontou a Grécia Antiga como origem da força do Ocidente

O pronunciamento do secretário de Estado americano ocorreu na colina de Pnyx, em Atenas, onde os cidadãos da Grécia Antiga se reuniam para participar das assembleias políticas. Ao fundo estava a Acrópole, conjunto de monumentos que inclui o Partenon, um dos principais símbolos da civilização grega.

Rubio começou seu discurso lembrando que, em 480 a.C., os persas invadiram Atenas e destruíram os templos da Acrópole. Parte da população havia deixado a cidade, mas um grupo de atenienses permaneceu no local e tentou resistir aos invasores. Eles foram derrotados, e os persas incendiaram os santuários. Décadas depois, os gregos reconstruíram a região e ergueram o Partenon.

O secretário usou esse episódio para falar da capacidade de resistência dos antigos gregos e da influência que sua civilização exerceu sobre os países ocidentais. Ele lembrou que os fundadores dos Estados Unidos estudavam a história da Grécia e de Roma e buscaram inspiração nessas sociedades para organizar o novo país.

Segundo Rubio, essa influência pode ser vista tanto nas instituições americanas quanto na arquitetura de Washington, marcada por colunas e monumentos inspirados na Antiguidade. Ele também citou os textos de O Federalista, escritos durante os debates sobre a Constituição dos Estados Unidos, e afirmou que Plutarco, historiador e biógrafo grego, foi o autor mais citado nesses escritos.

“Atenas nos deu a democracia. Platão e Aristóteles nos deram a filosofia ocidental. Nossas ideias de lei, virtude, cidadania e governo republicano foram moldadas nas cidades-Estado gregas”, afirmou.

Rubio disse, porém, que a principal contribuição dos gregos foi a maneira como passaram a observar o mundo. Segundo ele, a civilização grega desenvolveu a convicção de que os fenômenos da natureza poderiam ser estudados, medidos e compreendidos pela razão humana.

“Não é apenas a ambição de explorar o desconhecido que herdamos dos gregos; é a convicção de que o desconhecido pode ser conhecido”, afirmou.

Para o secretário, essa maneira de pensar abriu caminho para o desenvolvimento da matemática, da medicina, da ciência e da filosofia. Ele afirmou que a ideia de um universo organizado por leis que os seres humanos podem compreender também influenciou a formação do pensamento religioso ocidental. Rubio relacionou essa herança ao crescimento do cristianismo na Europa. Segundo ele, a filosofia grega ajudou a preparar o ambiente intelectual no qual o cristianismo se desenvolveu e influenciou o pensamento de Santo Agostinho e São Tomás de Aquino, além da tradição do direito natural.

“Essa foi a base da mente ocidental: nossa matemática, nossa ciência, nossa medicina. Nossa filosofia, ética e religião”, declarou.

O secretário afirmou que dessa combinação surgiu uma civilização que compartilhava não apenas uma cultura, mas também uma maneira de compreender o ser humano e seu lugar no universo. Ele citou a busca pela verdade, pelo bem, pela beleza e pela excelência como valores fundamentais dessa civilização.

Secretário criticou sociedade que evita riscos e "valoriza a mediocridade"

Rubio também comparou os valores dos antigos gregos aos das sociedades ocidentais modernas. Segundo ele, os gregos valorizavam a competição e a busca pela excelência em áreas como filosofia, poesia, artes, esportes e política. Para o secretário, essa disputa por superar limites ajudou a produzir algumas das maiores realizações culturais e intelectuais da Antiguidade.

O secretário americano disse que essa visão contrasta com ideologias modernas que procuram eliminar os riscos, os fracassos e as diferenças de desempenho entre as pessoas.

“Com muita frequência, hoje construímos para baixo. Projetamos nossos padrões para garantir que ninguém perca; nos preocupamos mais com o conforto dos piores do que com o potencial dos melhores”, afirmou.

Ele acrescentou que, ao fazer isso, as sociedades acabam limitando aqueles que poderiam alcançar resultados extraordinários.

“Os homens que construíram o Partenon construíam para cima”, disse Rubio, ao afirmar que os antigos gregos consideravam a busca pela excelência uma das maiores aspirações humanas.

Para explicar essa disposição, o secretário utilizou a palavra grega thumos, que associou à paixão, à coragem, à força e ao orgulho. Segundo ele, essas características são fundamentais para a sobrevivência de uma civilização.

“Sem isso, as nações perdem a vontade de lutar, a vontade de se esforçar, a vontade de sobreviver”, afirmou.

Governo Trump quer recuperar indústria, tecnologia e poder militar

Depois de apresentar suas críticas ao Ocidente, Rubio afirmou que o governo do presidente Donald Trump decidiu seguir um caminho diferente nos EUA.

Segundo ele, os Estados Unidos estão tentando neste momento, sob Trump, recuperar o controle de cadeias de produção consideradas estratégicas, reconstruir sua capacidade industrial, fortalecer as Forças Armadas e disputar a liderança em novas tecnologias.

“Sob o presidente Trump, os Estados Unidos fizeram sua escolha. Escolhemos buscar o poder nacional sem pedir desculpas”, declarou.

Rubio citou a produção de semicondutores, a exploração de minerais críticos, a inteligência artificial, a segurança cibernética, os drones e as novas tecnologias militares como áreas nas quais Washington pretende ampliar sua capacidade de atuação.

O secretário também mencionou o objetivo de voltar a enviar astronautas à Lua e de iniciar uma nova fase de exploração espacial. Para ele, essas iniciativas fazem parte da mesma tradição de descoberta e ambição que começou na Grécia Antiga.

Rubio afirmou que os países ocidentais precisam recuperar a capacidade de defender seus interesses, inclusive com o uso da força quando a diplomacia não for suficiente.

“Eles [os gregos antigos] compreendiam que o poder exige não apenas ter os meios para se defender, mas também a credibilidade de que se está disposto a usá-los”, disse.

O secretário afirmou que o governo Trump pretende recuperar essa visão da política internacional e defendeu que os países europeus também ampliem seus investimentos militares. Segundo ele, o aumento dos gastos com defesa entre os integrantes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) é um sinal de que parte da Europa começou a mudar sua postura. Rubio elogiou a Grécia pela cooperação com os Estados Unidos nas áreas de energia, imigração e segurança.

“Queremos vencer juntos. Precisamos vencer juntos”, declarou.

Ele também afirmou que as alianças internacionais não devem substituir a soberania dos países que as integram. Para Rubio, a função dessas organizações é ajudar os Estados a proteger seus interesses e enfrentar ameaças comuns, sem exigir que abandonem suas identidades nacionais.

Secretário relacionou o patriotismo e o cristianismo à ideia de sacrifício

Em outro momento do discurso, Rubio voltou à história da Grécia para falar da importância da coragem, do dever e da disposição para defender princípios mesmo diante da morte. Ele citou Sócrates, que aceitou sua condenação à morte em Atenas em vez de abandonar sua busca pela verdade, e os 300 espartanos que enfrentaram um exército persa muito maior na Batalha das Termópilas. O secretário também mencionou Aquiles, personagem da mitologia grega que escolheu permanecer na Guerra de Troia mesmo sabendo que poderia morrer.

Segundo Rubio, esses exemplos ajudaram a formar a maneira como o Ocidente passou a compreender o heroísmo. Ele afirmou que essa tradição aparece posteriormente nos mártires cristãos, que se recusavam a abandonar sua fé, e nos soldados que morreram defendendo seus países.

“É dos gregos que o Ocidente herdou seu senso de dever: uma lealdade inquebrável ao próprio código, à própria causa, ao próprio país”, declarou.

Rubio afirmou que essa concepção de sacrifício é diferente daquela defendida por grupos extremistas que exaltam a morte como um objetivo. Nesse trecho, ele criticou os líderes religiosos do regime islâmico do Irã, acusando-os de transformar terroristas suicidas em "heróis nacionais".

“Nossos heróis podem estar dispostos a morrer por sua causa; mas nossos heróis não veneram a morte”, afirmou.

O secretário disse que, na tradição ocidental, o sacrifício é considerado heroico justamente porque a vida tem valor. Segundo ele, essa compreensão foi transmitida ao longo dos séculos pela cultura grega, pelo cristianismo e pelas instituições políticas europeias.

Rubio também citou Michelangelo, Copérnico, Galileu, Kepler e o físico e matemático Isaac Newton como exemplos de pessoas que deram continuidade à busca pelo conhecimento iniciada pelos antigos gregos. Ele relacionou essa tradição às grandes navegações e à chegada dos americanos à Lua, em 1969.

Rubio alertou que Ocidente pode entrar em período de declínio

Ao final do seu pronunciamento, Rubio afirmou que os países ocidentais enfrentam um momento decisivo para seu futuro. Ele disse que as ameaças militares, a disputa por recursos naturais, a concorrência tecnológica e o terrorismo continuam presentes, apesar da criação de instituições internacionais e dos esforços diplomáticos para evitar conflitos.

Segundo o secretário, outros países não deixaram de buscar poder e influência apenas porque o Ocidente passou a valorizar mais a cooperação internacional. “A guerra não desapareceu simplesmente porque preferíamos a paz”, afirmou.

Rubio defendeu que os Estados Unidos e seus aliados europeus reconstruam suas instituições e fortaleçam suas alianças para enfrentar essas ameaças. “O caminho que escolhermos determinará se o Ocidente manterá seu lugar à frente do mundo ou se resignará a um futuro de atrofia, servidão e declínio”, declarou.

O secretário encerrou o discurso afirmando que os países ocidentais precisam voltar a valorizar sua história e recuperar a coragem que, segundo ele, marcou a formação de sua civilização. Segundo Rubio, os exemplos deixados pelos antigos gregos continuam importantes porque mostram que o desenvolvimento de uma sociedade depende não apenas de suas instituições, mas também da disposição de seus cidadãos de defender seus valores.

“Devemos sentir orgulho, um orgulho intenso, de onde viemos”, afirmou.

O jornal The Wall Street Journal classificou o discurso de Rubio na Grécia como o “discurso do ano” e destacou que o secretário fez uma defesa forte das raízes históricas e culturais do Ocidente, feita em um momento de disputas entre os Estados Unidos e a Europa sobre comércio, segurança e política internacional.

Leia a íntegra do discurso de Rubio:

Existem grandes ruínas espalhadas por todo o mundo. Em muitos casos, são lugares onde a história parece ter se esgotado: vestígios de culturas distantes que há muito desapareceram da memória viva.

Mas a Acrópole é diferente.

Durante milhares de anos, a civilização que construiu aquilo que está atrás de mim cativou a imaginação do mundo ocidental. Gerações de nossos estadistas, artistas e filósofos olharam para ela com admiração e reverência.

O tempo tem a tendência de fazer com que os acontecimentos históricos percam parte de seu impacto: grandes vitórias e derrotas catastróficas parecem se reduzir a uma nota de rodapé em um livro didático, um fato para nossas crianças memorizarem e esquecerem. Mas os gregos da Antiguidade parecem exercer uma influência quase mística sobre nossa memória. Eles nos fazem voltar a eles, repetidas vezes.

No ano 480 antes de Cristo, os exércitos de Xerxes chegaram a esta cidade e incendiaram seus santuários. A maioria dos atenienses já havia sido evacuada de navio para uma ilha próxima. Mas um pequeno grupo se recusou a abandonar sua terra. Em vez disso, eles se entrincheiraram na fortaleza rochosa da Acrópole para travar uma extraordinária resistência final, lançando enormes pedras dos penhascos sobre os invasores persas e mantendo o maior império da época à distância durante dias. Por fim, foram vencidos. Os persas saquearam os templos, incendiaram os santuários e arrasaram a Acrópole. Mas, quando os atenienses retornaram, reuniram os restos destruídos da antiga Acrópole e os enterraram na colina onde ela havia se erguido. E, décadas depois, sob Péricles, construíram o Partenon.

Desde então, há 25 séculos, o Partenon permanece de pé. Impérios surgiram e caíram à sua sombra. E os descendentes dos homens que o construíram – os filhos de Atenas e de Roma – levaram sua civilização até os confins da Terra.

Dois séculos e meio depois da fundação da República americana, do outro lado do mundo em relação ao lugar onde estou agora, estou aqui hoje como secretário de Estado dessa República e bisneto de colonos que chegaram ao Novo Mundo vindos da Espanha. Estou aqui para testemunhar uma dívida que nenhuma passagem do tempo, nenhuma distância no espaço poderá jamais extinguir.

A história da América, a história do meu país, está coberta pelas impressões digitais da Antiguidade. A Grécia está literalmente esculpida na arquitetura de nosso governo: nas colunas imponentes, nas cúpulas e nos monumentos espalhados por nossa capital. A cidade onde nossa Constituição nasceu – Filadélfia – tem, ela própria, um nome grego.

Os homens que fundaram meu país eram fascinados pela herança que recebemos do seu. Eles conheciam excepcionalmente bem a história – tinham plena consciência de seu lugar singular nela -, mas nenhuma outra época do passado prendeu tanto sua atenção ou sua imaginação quanto a Antiguidade. Muitas, muitas pessoas ficam surpresas ao saber que o autor mais citado nos Artigos Federalistas não foi um filósofo do Iluminismo nem um teórico político. Não, o autor mais citado nos Artigos Federalistas foi Plutarco, o biógrafo grego dos grandes homens da Grécia e de Roma.

Muito já foi escrito e dito sobre a influência da Grécia Antiga nas ideias dos fundadores dos Estados Unidos – e, nesse sentido, também sobre todos os filósofos e estadistas ocidentais que os precederam. A maioria de nós conhece a história básica. Atenas nos deu a democracia. Platão e Aristóteles nos deram a filosofia ocidental. Nossas ideias de lei, virtude, cidadania e governo republicano foram moldadas nas cidades-Estado gregas. Até mesmo grande parte de nosso vocabulário político – palavras como democracia, tirania e a própria palavra “política” – teve origem aqui.

Tudo isso é verdade. Mas aquilo que devemos a este lugar – como americanos e como ocidentais – é, na realidade, muito, muito mais profundo. Essas instituições e ideias eram a expressão externa de qualidades mais fundamentais que vemos nos antigos gregos – qualidades que não podem ser reduzidas a qualquer sistema ou teoria política em particular.

Aqui, em Atenas, encontramos a primeira manifestação plena de todas as características essenciais que viriam a definir o Ocidente: individualidade intensa e ambição incansável; exploração e invenção ousadas; o desejo de descoberta, de aventura, de risco e de glória. Uma curiosidade insaciável sobre o mundo e os princípios pelos quais ele funciona, uma fome de conhecer os mistérios da natureza e compreender os segredos do cosmos. Uma impaciência diante da ideia do impossível, uma resistência a todas as fronteiras e limites, um esforço para enxergar as profundezas do desconhecido.

Essas não eram apenas fórmulas ou preceitos de uma determinada escola filosófica. Eram características de um povo – expressas em suas tradições, suas histórias, sua imaginação; nas qualidades que exigiam de seus cidadãos; nas coisas pelas quais viviam, lutavam e morriam.

Conhecê-los é conhecer a nós mesmos.

O que floresceu aqui, neste lugar, foi o desejo ocidental de descobrir tudo aquilo que a ignorância, a escuridão e a distância haviam mantido oculto da mente humana. Os gregos não apenas moldaram a história; os gregos nos deram a própria história. Muito do que sabemos sobre muitas civilizações antigas vem quase inteiramente dos registros de exploradores e historiadores gregos, exploradores e historiadores que não apenas registravam a história de seu próprio povo, mas se aventuravam para observar e registrar as histórias de povos e culturas estrangeiras em todo o mundo.

Enquanto outros olhavam para dentro, os gregos foram os primeiros a direcionar seu olhar para fora, a perseguir a emoção e a glória de conhecer tudo aquilo que era estranho e novo. Foi essa característica que levaria o Ocidente a criar e construir coisas que outros não conseguiam, distinguindo-nos de tantas outras culturas e civilizações nas quais a estabilidade e a subsistência eram os objetivos mais elevados da vida.

Mas não é apenas a ambição de explorar o desconhecido que herdamos dos gregos; é a convicção de que o desconhecido pode ser conhecido. A confiança de que o mundo pode ser descrito em cartas, medido, mapeado e compreendido – e de que existe uma ordem racional no cosmos, governada por determinadas leis fundamentais, leis que os homens podem observar e que a mente pode chegar a compreender.

Essa foi a base da mente ocidental: nossa matemática, nossa ciência, nossa medicina. Nossa filosofia, ética e religião. Ela preparou o caminho para que o Evangelho de Jesus Cristo encontrasse terreno fértil na Europa e florescesse no império da cristandade. Foi a base da riqueza da teologia cristã – de Agostinho e Tomás de Aquino e de toda a tradição do direito natural.

Fonte: Gazeta Mundo

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