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América Latina
Guerra EUA x Irã
Por John Lucas
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07/10/2026 às 21:27
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Promotores federais dos Estados Unidos estão preparando novas acusações criminais contra o ex-ditador da Venezuela Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por suspeita de envolvimento na tortura de cidadãos americanos que ficaram presos no país enquanto Maduro estava no comando do regime chavista. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (7) pela CNN.
As novas acusações podem ser anunciadas já nesta quinta-feira (8), segundo as fontes ouvidas pela emissora americana. O caso envolve mais de uma dezena de americanos que, segundo o governo dos EUA, foram detidos injustamente pelas autoridades venezuelanas. Os investigadores também avaliam responsabilizar outras pessoas que teriam participado das torturas.
Maduro e Flores estão presos em Nova York desde janeiro, quando foram capturados por militares americanos durante uma operação em Caracas. Os dois já respondem a acusações relacionadas ao narcotráfico e se declararam inocentes.
Entre os americanos que passaram por prisões venezuelanas estão cinco executivos do setor petrolífero e dois ex-integrantes das Forças Especiais do Exército dos EUA. Eles foram libertados em negociações de troca de prisioneiros entre Washington e Caracas.
Durante os anos de Maduro no poder, o governo americano acusou o regime venezuelano de usar cidadãos dos EUA como instrumentos de pressão para obter concessões, incluindo o alívio de sanções econômicas.
As novas acusações ainda não foram formalizadas. À CBS News, o advogado de Maduro, Barry Pollack, afirmou que não havia recebido qualquer comunicação sobre a possibilidade de ampliação do processo. O Departamento de Justiça americano também ainda não se pronunciou sobre a investigação.
Flores tem uma audiência marcada para esta quinta-feira em um tribunal federal de Manhattan. Sua defesa pretende pedir que ela aguarde o julgamento fora da prisão por motivos de saúde, mas os promotores são contrários à libertação.
O julgamento do casal pelas acusações já existentes está previsto para começar em junho de 2027. Desde a captura de Maduro, a Venezuela é liderada interinamente pela chavista Delcy Rodríguez, que ampliou a cooperação do Executivo venezuelano com o governo do presidente Donald Trump.
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Fonte: Gazeta Mundo


